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Porto do Maputo: Dragagem vai durar quatro a seis meses

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Pelo menos dois milhões de metros cúbicos de sedimentos serão dragados no canal de acesso ao porto do Maputo, numa operação que deverá decorrer entre quatro a seis meses, resultando no aumento da sua profundidade dos actuais 9,4 para cerca de onze metros. Orçada em quinze milhões de dólares norte-americanos, a dragagem foi confiada à firma Dredging International, proprietária da draga que já se encontra ancorada no cais do porto do Maputo desde a última segunda-feira. Numa nota de Imprensa enviada ontem à nossa Redacção, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) dá conta que para a concretização do projecto foi criada a Empresa de Dragagem do Porto do Maputo (EDPM, SA), unidade que se vai ocupar do financiamento e gestão de todas as operações ligadas à dragagem.

Segundo a nota, trinta porcento do valor do financiamento serão assegurados pelos accionistas da EDPM, nomeadamente os CFM, a Grindrod Mauritius e a DP World, devendo os remanescentes setenta porcento serem assegurados com recurso a crédito bancário. Refira-se que os accionistas da empresa de dragagem do porto do Maputo são os mesmos que compõem a estrutura accionista da Companhia de Desenvolvimento do Porto do Maputo (MPDC), concessionária daquela importante infra-estrutura económica.

O projecto de dragagem do porto do Maputo representa um passo importante no desenvolvimento daquela infra-estrutura, uma vez que a sua conclusão vai permitir a entrada de navios de grande calado, melhorando a sua competitividade em relação a outros portos da região, particularmente os sul-africanos de Durban e de Richards Bay, que lhe são directamente concorrentes.

Com efeito, a conclusão da dragagem do Porto do Maputo vai reflectir-se no aumento dos volumes de carga a manusear, propiciando economias de escala para os armadores que actualmente demandam o porto. Outra vantagem a considerar tem a ver com a previsível redução dos custos com toda a logística de manuseamento, o que acabará se reflectindo também na oferta de preços atractivos para os utilizadores.

Ainda segundo a nota do CFM, as projecções sobre o desenvolvimento da economia da região austral de África apontam para a necessidade de se potenciar o Porto do Maputo em termos de aumento da sua capacidade de manuseamento e redução dos custos, de modo a torná-lo mais eficiente e competitivo, sendo a dragagem de aprofundamento do canal de acesso uma das acções consideradas prioritárias e básicas que se impõem.

Recorde-se que o Governo de Moçambique aprovou recentemente a extensão do contrato de concessão do Porto por um período adicional de 15 anos contados a partir de 2018, por forma a permitir que a sociedade concessionária – MPDC – realize investimentos adicionais na ordem de 700 milhões de dólares norte-americanos no melhoramento das suas infra-estruturas.

A dragagem do canal de acesso é o projecto-âncora para a concretização de todos os outros projectos de desenvolvimento integrados no Plano-Director do Porto do Maputo.

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