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Cortes nas despesas: Presidente Guebuza não vai à Assembleia-Geral da ONU

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O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, decidiu cancelar a sua participação na 65ª Assembleia-Geral das Nações Unidas a decorrer de segunda até quarta-feira na cidade de Nova Iorque nos Estados Unidos da América (EUA).

A decisão, revelada publicamente hoje (16) pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, resulta dos recentes episódios de agitação que o país registou e na sequência disso o governo decidiu cortar as despesas de forma racional.

“Como se sabe, o país viveu recentemente um clima que evidenciou as dificuldades e os grandes desafios que ainda temos por ultrapassar e uma das decisões do governo é cortar as despesas de forma racional”, explicou Baloi, acrescentando que a presença do Chefe do Estado no país é muito importante.

Contudo, o titular da pasta dos negócios estrangeiros e cooperação afirmou que o Executivo continuará a envidar esforços no sentido de implementar as 34 medidas que foram tomadas, visando reduzir o custo de vida.

Desta feita, o estadista moçambicano, segundo Baloi, decidiu dar um sinal de responsabilidade, compromisso e acima de tudo coerência, porém, isto não significa que o presidente não viajará mais, porquanto há visitas que serão efectuadas ainda este ano, mas para este caso é muito prematuro.

O presidente será representado e a delegação será redimensionada, de modo a que os objectivos que levavam o Chefe de Estado a participar na Assembleia-Geral sejam cumpridos da melhor maneira possível.

Com o exemplo do presidente espera-se, segundo o chefe da diplomacia moçambicana, que os membros do governo e a função pública, de um modo geral, assumam este sinal de austeridade e contenção e as consolidem.

Guebuza tem em vista uma visita de Estado a Índia, a terceira de um estadista moçambicano, onde entre vários objectivos previstos deverá assinar quatro acordos de cooperação em diversas áreas de vital importância para o desenvolvimento.

Porém, Baloi disse que o Executivo iniciou um trabalho de análise para ver que visitas serão feitas, porque além das deslocações do presidente ao exterior estavam igualmente previstas visitas de outros chefes de estado ao país.

Essas visitas ao país, segundo o ministro, estão a ser adiadas com a devida explicação aos parceiros. Mas uma vez que a solução de alguns problemas do país reside no aumento da captação de apoios, há viagens que estavam programadas e o presidente vai efectuar.

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