Escrito por Jornal Noticias Segunda, 11 Julho 2011 10:12

As correcções pontuais na linha-férrea de Sena só deverão ficar concluídas próximo mês. A garantia foi dada em Maputo pelo presidente do Conselho de Administração da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Rosário Mualeia, à margem da II Conferência Internacional do Carvão, evento que semana passada juntou pelo menos 300 pessoas, entre investidores, operadores mineiros e representantes de entidades governamentais.
A linha-férrea de Sena é tida como um eixo estratégico de ligação na zona centro, estabelecendo a ligação entre a província de Tete e o Porto da Beira, em Sofala. É por isso que a conclusão da sua reabilitação é crucial para a exportação de carvão mineral de Moatize e Benga.
Rosário Mualeia explicou que nas actuais condições da infra-estrutura a circulação de comboios pode ocorrer com grandes restrições de velocidade, o que significa que as composições levariam muito tempo para estabelecer a ligação entre os dois pontos.
“Há atrasos nos trabalhos, mas posso assegurar que até Agosto haverá condições para a circulação plena de comboios na linha de Sena”, disse Rosário Mualeia.
O PCA dos CFM referiu que no próprio Porto da Beira há obras de engenharia que terão de ser feitas, nomeadamente a reabilitação do cais, um trabalho que, de acordo com as suas palavras, só poderá ser concluído em Setembro.
Assim, só haverá condições para o escoamento do carvão a parir da linha de Sena, em Outubro. Aliás, este é o calendário que inclusive começa a ser interiorizado pelas próprias empresas concessionárias dos jazigos de Tete, a exemplo da Vale Moçambique, que acabou revendo e retardando os seus planos de exportação.
Em Fevereiro a empresa CFM garantiu que os erros, omissões e incorrecções detectados nas obras de reabilitação da linha, trabalho confiado ao consórcio indiano Rites and Ircon (RICON), seriam sanados a tempo de, com o mínimo de atraso, dar vazão às operações de escoamento do carvão de Moatize para exportação, através do Porto da Beira.
As projecções iniciais da Vale Moçambique apontavam este mês de Julho como data do arranque das exportações, através do Porto da Beira.
Em Fevereiro a obra tinha um atraso de cerca de 16 meses, pois em 2008 a RICON prometera que a mesma seria concluída até Setembro de 2009, facto que viria a não acontecer. A última promessa feita pela concessionária foi de concluir os trabalhos até 31 de Janeiro do ano em curso, prazo que expirou sem que a promessa fosse cumprida.
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