PM convida alemães a investirem no país



Escrito por jornal noticias
Quarta, 01 Junho 2011 06:48

PM convida alemães a investirem no país
O PRIMEIRO-Ministro, Aires Aly, convidou ontem os empresários alemães para aproveitarem as oportunidades criadas pelos dois governos e as perspectivas de negócio em Moçambique para gerarem lucros e contribuir para o desenvolvimento dos dois países.
Aly falava por ocasião duma conferência económica sobre Moçambique que teve lugar ontem, em Munique, no Estado da Baviera.
Na ocasião, Aires Aly referiu que os dois estados já criaram condições propícias para investimentos e negócios e lançam o desafio aos empresários.
Aly encorajou os representantes do sector privado presentes a perspectivarem o futuro com optimismo, olhando para a crise financeira mundial como uma oportunidade de expansão para novos mercados e cientes da importância da paz e harmonia sociais para a criação de um ambiente de negócios atractivo.
Indicou que, apesar das crises internacionais dos últimos anos, Moçambique continua a registar um crescimento impressionante em comparação com outros países da região, em parte, graças aos fluxos massivos de investimento directo estrangeiro nos vários sectores, principalmente na indústria extractiva, indústria transformadora, turismo, transportes e comunicações, agricultura, agroprocessamento e serviços.
No período compreendido entre 2006 e 2010, foi aprovado em Moçambique um total de 1200 projectos de investimento privado, nacional e estrangeiro, no montante de 18,8 biliões de dólares norte-americanos, sendo o investimento privado da República Federal da Alemanha estimado em 8,1 milhões de dólares norte-americanos, correspondente a um total de 14 projectos, com potencial para a criação de mais de três mil novos postos de trabalho para moçambicanos.
Os referidos projectos em implementação compreendem os sectores da agricultura e agro-indústria, turismo e hotelaria, transportes e comunicações e serviços bancários.
Nos últimos cinco anos, as exportações de Moçambique para a Alemanha atingiram 100,7 milhões de dólares norte-americanos, correspondentes a 1,66 porcento das exportações globais para a Europa.
INVESTIMENTOS AUMENTAM
O aumento do fluxo de investimento directo estrangeiro para Moçambique, segundo Aly, constitui reflexo do crescente prestígio do país, bem como resultado do forte relacionamento do mesmo com os países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento da Europa, América, África, Ásia e Médio Oriente, no âmbito dos acordos bilaterais, regionais e multilaterais sobre a protecção recíproca de investimentos e para evitar a dupla tributação.
Moçambique dispõe de um vasto manancial de recursos naturais, com destaque para as vastas extensões de terra arável, florestas, madeiras preciosas, extensa costa, minérios (ouro, pedras preciosas, pedras para construção, carvão mineral, entre outros), condições naturais existentes para o desenvolvimento de projectos de energias limpas, recursos humanos jovens e dedicados ao trabalho e instituições de ensino de todos os níveis em todas as províncias.
A expectativa do governo é que o evento contribua para um melhor conhecimento das potencialidades oferecidas por Moçambique nos vários domínios, mas também que sirva de uma plataforma de estabelecimento de conhecimento e confiança mútua.
De visita à Alemanha desde o início desta semana, o Primeiro-Ministro esteve na multinacional MAN, fabricante de camiões e autocarros. Trata-se da segunda maior empresa mundial do ramo de autocarros.
Nesta empresa o governante moçambicano pediu aos gestores da empresa para equacionarem a sua instalação em Moçambique, pela abertura e excelente mercado no ramo de transportes públicos como de camiões.
De seguida visitou a Universidade Técnica de Munique, instituição de ensino que vai aprofundar as relações com a UEM e outros estabelecimentos de ensino técnico-profissional, na formação de docentes moçambicanos e a dinamização de mestrados.
Visitou ainda o hospital Pediátrico de Munique, uma instituição de grande alcance tecnológico e que pretende manter relações com Moçambique, sobretudo no plano de formação de docentes, apoio aos hospitais, entre outros.
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