Actualizado em Quarta, 18 Maio 2011 06:33 Escrito por Telma C Benedito Quarta, 18 Maio 2011 06:20
Exploração de energias renováveis: Abertura para agentes privados
AGENTES privados podem explorar no país diferentes fontes de energias renováveis visando contribuir para a redução do défice energético e permitir que as cidades, vilas e localidades distantes da rede nacional possam beneficiar de corrente eléctrica.
Com efeito, o Conselho de Ministros, reunido ontem em mais uma sessão ordinária, aprovou a estratégia de desenvolvimento de energias novas e renováveis que estabelece normas claras e operacionaliza a política aprovada em 2009.
Nesta base, segundo o Ministro da Energia, Salvador Namburete, para além dos biocombustíveis, cuja exploração já conta com a concorrência de agentes privados em províncias como Maputo, Manica, Niassa, Inhambane e Cabo Delgado, eles também podem investir noutras energias como a térmica, eólica, solar, hidroelétrica e geotérmica e oceânica.
Segundo indicou, esta estratégia é aprovada com base no reconhecimento de que são necessárias regras e um enquadramento claro para que se possa avançar.
Basicamente, revelou, o desenvolvimento das fontes de energia renovável pode ser em duas direcções, nomeadamente para responder às necessidades locais de procura energética e, por outro, a interligada à rede nacional que significa uma produção média ou em grande escala que justifique a exportação do excedente.
É uma estratégia de 15 anos que deve ser revisitada numa base quinquenal de forma a adequá-la não só aos progressivos avanços tecnológicos como também aos princípios e metas definidos em cada etapa.
Esta opção, segundo Salvador Namburete, é tomada atendendo o reconhecimento que existe de que não será possível servir toda a população com recurso à rede nacional de energia e, por outro, as potencialidades do país para a exploração doutros recursos em benefício das comunidades.
Até este momento, segundo o Ministro da Energia, pouco mais de dois milhões e cem mil pessoas consomem energia eléctrica com base em sistemas solares, só que tal tem sido feito com esforço do Fundo de Energia (FUNAE).
“Esperamos o envolvimento de mais actores. Não há projectos grandes em progresso, mas há apetência em relação às potencialidades existentes”, disse Namburete.
Na mesma sessão, o Governo aprovou o preço de referência para a comercialização do algodão-caroço, estabelecendo em 15 meticais o quilograma de primeira e 11 meticais o de segunda. Trata-se de um preço histórico derivado da demanda dos mercados internacionais.
O Governo ratificou ainda o contrato de financiamento, na ordem de 80 milhões de dólares, celebrado entre o Governo de Moçambique e o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil, destinado ao financiamento da construção e modernização do Aeroporto Internacional de Nacala, que deve estar concluído em 2013.
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