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Encerramento de agências do Barclays não é resultado de uma crise

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Encerramento de agências do Barclays não é resultado de uma crise

" Trata-se de uma medida que surge no âmbito do reposicionamento estratégico daquela instituição bancária em Moçambique "
O administrador delegado do Barclays em Moçambique, Paul Nice, garantiu à equipa do jornal “O País” que o encerramento de algumas agências no território nacional não é resultado de uma possível crise, negando alguns relatos que têm sido propalados em alguns círculos de opinião. Aliás, segundo apontou o responsável, negando as alegações de crise naquele banco, trata-se de uma medida que surge no âmbito do reposicionamento estratégico daquela instituição bancária em Moçambique, que, neste momento, conta com cerca de 60 agências espalhadas em todo o território nacional.

Segundo a fonte, o encerramento das referidas agências deve-se, em parte, pelo facto das mesmas não serem lucrativas, constituindo, desta forma, um encargo financeiro de cerca de 100 milhões de dólares cada uma delas, para o seu funcionamento, sobretudo no que se refere ao pagamento de serviços de segurança e outros.

Só em Maputo, existem mais de 20 agências do Barclays, razão que levou ao encerramento de algumas, segundo Paul Nice, que acrescentou que o banco não avançou com a medida de encerramento de agências onde não existe um banco para a população. De acordo com Nice, o banco procedeu desta forma em resultado de um acordo com o governador do Banco Central.

Ainda na sua explicação, Nice disse que os accionistas do Barclays injectaram 25 milhões de dólares em Agosto do ano passado para o apoio ao crescimento de negócios do banco e a instalação de uma nova plataforma informática para a agilização das transacções bancárias, o que, segundo ele, revela se tratar de um banco que está em Moçambique para ficar.

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