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Gás de Pandes e Temane: Questões técnicas atrasam destilaria

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Gás de Pandes e Temane: Questões técnicas atrasam destilaria

VÁRIAS razões, incluindo de natureza técnica e financeira, estão na origem da não instalação, até agora, de uma torre de destilação para a produção de gás de cozinha a partir do gás natural de Pande e Temane, na província de Inhambane.
O Ministro da Energia, Salvador Namburete, que anunciou o facto há dias, escusou-se a revelar quando é que o país passará a contar com uma infra-estrutura do género, uma situação que deixa muitos moçambicanos perplexos devido à subida do preço do gás doméstico, que está directamente associada à alta de preços do petróleo no mercado internacional.

Conforme foi anunciado por diversas ocasiões, para contrariar a alta de preços no mercado internacional, Moçambique precisa de investir numa torre de destilação para a produção de gás de cozinha a partir do gás natural, o que ainda não foi possível.

É que, sendo o país produtor e exportador do gás natural, os moçambicanos sempre sonharam em usufruir das suas reservas de gás natural a um preço mais acessível, algo que, infelizmente, ainda não aconteceu.

“Não é possível enchermos as botijas que usamos nas nossas cozinhas com o nosso gás natural no estado em que ele se apresenta. Para isso precisamos de investir numa torre de destilação para produzir o gás de cozinha que se comercializa em botijas, o que ainda não foi possível por várias razões, incluindo as técnicas e financeiras”, afirmou Namburete.

Ele explicou que o gás doméstico que Moçambique importa da África do Sul e que é comercializado em botijas, no país, é derivado do petróleo, “razão pela qual a subida do preço do petróleo acaba influenciando no preço do gás de cozinha.

Este esclarecimento do ministro Namburete surge em resposta a algumas preocupações manifestadas em vários círculos da sociedade moçambicana, de que o país exporta gás natural em bruto para a África do Sul, onde é processado para de seguida ser reexportado para Moçambique a um preço mais elevado.

O que existe, segundo Namburete, é um acordo com a petroquímica sul-africana Sasol, que resulta na exportação do gás natural moçambicano para aquele país vizinho, e ao abrigo deste mesmo projecto Moçambique recebe o mesmo gás, a partir do gasoduto de Ressano Garcia (fronteira com a África do Sul) para a cidade industrial da Matola, o qual é usado na indústria e para o abastecimento de viaturas.

Em Moçambique os campos de gás natural que é exportado para a África do Sul estão localizados em Temane, na província de Inhambane.

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