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Mais quatro biliões USD para o carvão de Moatize

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HÁ mais quatro biliões de dólares norte-americanos para serem investidos em Moçambique, particularmente em actividades relacionadas com a produção e exportação de carvão. Roger Agnelli, presidente da Vale Moçambique é quem deu a notícia ontem em Moatize, no acto do lançamento das operações mineiras da empresa.

Aquele executivo que em princípio deixa o cargo ainda este mês explicou que o montante se destina à construção da segunda fase do projecto, a qual vai permitir a expansão da capacidade de produção dos actuais 11 milhões de toneladas para 22 milhões de toneladas por ano.

Com efeito, o dinheiro deve ainda ser encaminhado para a construção da linha férrea de Nacala bem como para proceder a beneficiações do porto local, uma alternativa para o escoamento do carvão cujas obras, se prevê, estejam concluídas em 2014.

“Neste momento a nossa grande limitação não é a capacidade de produção nem das nossas minas, mas capacidade de carga da linha de Sena que só nos permite, por enquanto, exportar até quatro milhões de toneladas por ano. Mas esperamos que até o próximo ano a capacidade se eleve para pelo menos seis milhões de toneladas”, disse Roger Agnelli.

Deixou claro que os quatro biliões de dólares não incluem outros projectos detidos pela Vale, como por exemplo, a produção de fertilizantes, construção da central térmica e produção de diesel.

Instado a pronunciar-se sobre a contribuição do projecto nas receitas do Estado, através de impostos, o presidente da Vale disse que o empreendimento não deve apenas ser avaliado sob o ponto de vista de dinheiro que vai para o tesouro, mas incluir-se uma série de impactos como o aumento da renda das pessoas e o desenvolvimento humano, através do papel social que presta às comunidades.

Mostrou-se animado pela actual evolução do preço do carvão no mercado internacional, cuja tonelada  se situa em pouco mais de 200 dólares, para  o carvão metalúrgico.

Com todos os investimentos programados para o desenvolvimento do projecto de carvão, as oportunidades de emprego deverão subir dos actuais oito mil para cerca de 15 mil postos de trabalho, pelo menos nos próximos cinco anos.

A Vale encontra-se em Moçambique desde 2004 e detém uma das maiores reservas de carvão do mundo.

As actividades pré-operacionais vêm sendo desenvolvidas desde Junho do ano passado por um pessoal composto em 90 porcento por moçambicanos, que passaram por programas de treinamento no Brasil e em Moçambique. São mais de 7500 pessoas envolvidas nas obras de implantação do projecto, em 2008.

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