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Carvão de Moatize: Vale passa a produzir em grande escala

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A EMPRESA mineira Vale de Moçambique passará a partir do próximo domingo a produzir a partir de Moatize, cerca de um milhão de toneladas de carvão por ano, contra as actuais 30 mil toneladas. Com este passo, o nosso País  passa a produzir carvao em grande escala, prevendo-se que anualmente a producao aumente gradualmente ate atingir dez milhões de toneladas anuais nos próximos dez anos. “A partir de domingo, dia 8 de Maio corrente vamos deixar de falar de projecto e começar a falar do empreendimento do carvão de Moatize. Ate agora falávamos do projecto de carvão de Moatize, mas queremos passar a dizer que Moçambique vai passar à produção em grande escala”, disse ontem a jornalistas, na Cidade de Cabo, África do Sul, a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias.

A governante, que a partir de hoje irá participar no Fórum Económico para África, afirmou que a expectativa do governo é que parte do carvão que estiver direccionado para Moçambique possa ser efectivamente usado no pais para o desenvolvimento de outras indústrias.

“Essa produção vai contribuir em larga medida não só pelos impostos que a empresa Vale vai pagar, mas também pela geração de emprego. Queremos também que este empreendimento traga  outras indústrias não só baseadas no carvão, mas que possam também prestar serviços”, disse.

Esperança Bias, afirmou que outros projectos passarão ainda este ano para a fase de produção. Entre eles encontram-se o projecto de carvão de Benga e  as minas de tantalite em Moiane, no distrito de Gilé.

“Queremos que a actividade mineira de facto possa ser integrada na economia do pais e possa contribuir em grande medida para o desenvolvimento de Moçambique. Também queremos na área mineira haja empresas que possam adicionar valor naquilo que são os nossos minerais”, afirmou.

De entre os projectos que deverão passar à fase de produção ainda este ano, a ministra Esperança Bias falou também de um destinado à produção de fosfatos em Nampula.

“Com a extracção de apatite é possível ter calcário e ferro e em função das quantidades disponíveis vale a pena pensar nas indústrias de ferro e cimento com base nesses subprodutos”, afirmou.

A governante lembrou que Moçambique já está a explorar minas de areias pesadas desde 2007.
“Queremos que haja empresas que venham prestar serviços em Moçambique, pois há uma grande actividade geologico-mineira, mas há uma insuficiência de prestação de serviços. Ha muitas poucas empresas que fazem pesquisa e isto e o que nos queremos neste momento. Não queremos exportar matéria prima em bruto, mas sim fazer um pré-processamento ou mesmo um processamento final em Moçambique”, disse.

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