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Exploração de carvão: Meios logísticos a caminho da Beira

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Exploração de carvão: Meios logísticos a caminho da Beira

OS meios logísticos para a exportação do carvão mineral da operadora brasileira Vale Moçambique começaram a chegar ao porto da Beira, onde já se encontram dezenas de vagões, devendo atracar em meados de Maio próximo dois navios de 45 mil toneladas cada, soube o “Notícias”.
Os navios em referência apenas transportarão carvão para o alto-mar, onde o vão baldear em embarcações com maior capacidade, do tipo “Panamax” e “Capesize”, que transportam acima de 80 mil toneladas, que levarão a mercadoria para os mercados brasileiro, indiano, japonês, entre outros.

Além disso, espera-se nos próximos dias pela chegada à capital provincial de Sofala de um segundo lote de locomotivas.

Estas informações foram reveladas ao nosso jornal pelo porta-voz do Governo provincial de Sofala, José Ferreira, que fez questão de dizer que o seu executivo se reuniu esta semana a-propósito do assunto.

Ferreira recordou que a reserva do carvão mineral de Moatize é de 870 milhões de toneladas, mas a Linha de Sena tem apenas capacidade para transportar seis milhões de toneladas de carga diversa por ano, daí que as empresas exploradoras deste minério foram chamadas a recorrer a outras alternativas para a exportação integral de carvão, como, por exemplo, o porto de Nacala, em Nampula.

O porta-voz do executivo de Sofala lembrou igualmente que o porto da Beira enfrenta ainda problemas de limitações do canal de acesso, por isso navios de menor dimensão vão ter que baldear o produto no alto-mar para embarcações de maior dimensão.

Contudo, a fonte assegurou que o sistema ferro-portuário da Beira está em condições de exportar este ano, a partir do cais-8, um total de 1,2 milhão de toneladas do carvão mineral de Tete, previsto pela operadora mineira brasileira.

Entretanto, em contacto com os membros do Executivo de Sofala, o representante da Vale Moçambique, Alfredo Santana, referiu que o empreendimento já emprega 7500 trabalhadores, dos quais 90 porcento são nacionais.

Acrescentou que desde o início da construção do complexo industrial em Moatize, em 2008, até Janeiro passado, foi investido 1,1 bilião de dólares de 1,7 orçado para 35 anos da concessão do contrato.

A Vale Moçambique é uma empresa de mineração mundial que neste momento lidera a exploração de ferro e níquel, operando em 38 países, e que emprega mais de 115 mil pessoas, entre colaboradores e terceiros.

Enquanto isso, as obras de construção do terminal de carvão do porto da Beira já se encontram em fase conclusiva. Trata-se de uma infra-estrutura que vai exportar neste primeiro ano da exploração de carvão mineral no país uma média de 1,2 milhão de toneladas, esperando-se que alcance  11,1 milhões de toneladas em 2014.

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