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Porto do Maputo busca competitividade

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Porto do Maputo busca competitividade

O Porto do Maputo, uma das principais portas para as operações de importação e exportação dos países do “hiterland”, está a acelerar os projectos de investimento, visando torná-lo mais competitivo, atendendo à demanda esperada na região e para tornar-se referência no mundo.



Para o efeito está em curso a implementação dum plano-director, que prevê investimentos na ordem de 253 milhões de dólares até 2015 e 749 milhões até 2030. Nesse sentido, a concessionária recebeu aval do Governo para extensão do prazo do contrato por mais 15 anos, contados a partir de 2018.

De acordo com Jorge Ferraz, director executivo da Mozambique Port Development Company (MPDC), os investimentos visam conferir capacidade em termos de infra-estruturas, equipamentos e canal de acesso, com a profundidade necessária para receber navios de grande calado e a demanda esperada nos próximos anos.

É neste contexto, segundo a fonte, que foram investidos, nos últimos oito anos, pouco mais de 225 milhões de dólares em estradas, linha férrea, armazéns, cais, rebocadores, equipamento, operações, aprofundamento do canal de acesso para 11 metros, bem como na expansão de novos terminais, como de viaturas, óleos vegetais, açúcar, citrinos e banca de ferro crómio.

Em resultado, o manuseio de carga subiu de pouco mais de 4.4 milhões de toneladas em 2002, um ano antes do início da concessão, para 8.7 milhões em 2010. O máximo alcançado até aqui foi 17 milhões de toneladas em 1972. Estes dados foram tornados públicos no contexto duma visita efectuada ontem pelo Primeiro-Ministro, Aires Ali, às instalações portuárias.

A perspectiva dos concessionários, segundo Ferraz, é tornar o porto sustentável a nível da SADC para responder à demanda global, aproveitando o facto de encurtar a distância na importação e exportação de produtos do “hiterland”.

Assim, como resultado dos investimentos em curso, o Porto do Maputo espera manusear até 2015 um total de 26,2 milhões de toneladas de carga diversa. As projecções para este ano apontam para o manuseamento de 12.6 milhões de toneladas.

O Primeiro-Ministro, Aires Ali, que visitou as várias terminais do porto, incluindo o Cais da Matola, disse, que o Porto do Maputo é uma infra-estrutura importante para o desenvolvimento.

Desafiou os concessionários a aproveitarem as potencialidades naturais para atraírem mais negócio. Na sua óptica, o porto é exemplo de parceria público-privada funcional.

“Quando há cometimento as coisas acontecem. Saímos duma situação difícil e estamos a crescer. As perspectivas são excelentes e pode-se fazer mais. O nosso país precisa de arrojo. Temos pouco tempo para fazer sucesso. Temos que ter noção do espaço temporal para investir em acção”, disse, para depois acrescentar que o porto deve ser uma máquina para dinamizar o desenvolvimento.
O Porto do Maputo está a ser gerido por um consórcio denominado Portus Indico, do qual fazem parte a DP World, a Grindrod e a Mozambique Gestores com 51 porcento das acções e os Caminhos de Ferro de Moçambique, com 49 porcento.

 

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