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União Europeia pode banir companhias aéreas moçambicanas

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LAM e Nextur podem ser colocadas na lista negra do continente velho
Amanhã, os ministros dos transportes da União Europeia encontram-se em Bruxelas para tomarem a decisão que será comunicada a Moçambique na quarta-feira. Três cenários colocam-se: primeiro, entrada de Moçambique na lista negra; segundo, banimento das companhias nacionais; e, terceiro, renovação da confiança. Os ministros dos transportes da União Europeia terão, amanhã, em Bruxelas, um  encontro que poderá decidir o banimento das companhias moçambicanas no espaço aéreo europeu, concretamente os voos Maputo-Lisboa, iniciados no primeiro dia deste mês. Esta decisão, que será comunicada no dia 20, deve-se à falta de cumprimento de requisitos de segurança.

No dia 6 deste mês, Moçambique foi chamado a Bruxelas para se explicar. A delegação foi chefiada pela vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Ribeiro, e integrava o director-geral do Instituto da Aviação Civil, Alberto Mabjaia, que confirmou a ida a Bruxelas, aguardando-se neste momento a comunicação na quarta-feira.

Esperam-se três cenários desse encontro de Bruxelas. O primeiro pode implicar a colocação de Moçambique na lista negra; o segundo pode consistir no banimento das companhias moçambicanas; e o terceiro pode passar por uma renovação de confiança.

Em contacto telefónico com o jornal “O País”, o ministro dos Transportes e Comunicação, Paulo Zucula, disse que este problema tem que ver com a união Europeia e não com a Organização internacional de Aviação Civil (ICAO), esta que, segundo Zucula, tem feito vistoria regular às companhias moçambicanas. Uma foi feita em 2009 e outra em 2010, tendo, esta última, detectado irregularidades e dado prazo, até Setembro de 2011, para a sua regularização.

Quando no dia 6 deste mês o governo moçambicano foi notificado pela União Europeia, através do Instituto de Aviação Civil, foi questionado sobre o relatório da ICAO, e, estranhamente, como diz o Ministro dos Transportes, falou-se da LAM e Nextur, e não sobre as outras que operam no país. Esta notificação surge pouco depois de Moçambique e União Europeia terem chegado a um acordo para a utilização dos espaços aéreos europeu e moçambicano.

Nesta batalha, refira-se, Moçambique conta com o apoio de Portugal, país que representou a União Europeia nas negociações para a utilização daquele espaço. No entanto, basta que um país vote contra, para que a decisão seja negativa. A França, que já tinha assumido protagonismo na opção de banimento da LAM ,volta, neste processo, a desempenhar o papel principal para a suspensão das companhias moçambicanas.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
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LAM e Nextur podem ser colocadas na lista negra do continente velho
Amanhã, os ministros dos transportes da União Europeia encontram-se em Bruxelas para tomarem a decisão que será comunicada a Moçambique na quarta-feira. Três cenários colocam-se: primeiro, entrada de Moçambique na lista negra; segundo, banimento das companhias nacionais; e, terceiro, renovação da confiança.

Os ministros dos transportes da União Europeia terão, amanhã, em Bruxelas, um  encontro que poderá decidir o banimento das companhias moçambicanas no espaço aéreo europeu, concretamente os voos Maputo-Lisboa, iniciados no primeiro dia deste mês. Esta decisão, que será comunicada no dia 20, deve-se à falta de cumprimento de requisitos de segurança.

No dia 6 deste mês, Moçambique foi chamado a Bruxelas para se explicar. A delegação foi chefiada pela vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Ribeiro, e integrava o director-geral do Instituto da Aviação Civil, Alberto Mabjaia, que confirmou a ida a Bruxelas, aguardando-se neste momento a comunicação na quarta-feira.

Esperam-se três cenários desse encontro de Bruxelas. O primeiro pode implicar a colocação de Moçambique na lista negra; o segundo pode consistir no banimento das companhias moçambicanas; e o terceiro pode passar por uma renovação de confiança.

Em contacto telefónico com o jornal “O País”, o ministro dos Transportes e Comunicação, Paulo Zucula, disse que este problema tem que ver com a união Europeia e não com a Organização internacional de Aviação Civil (ICAO), esta que, segundo Zucula, tem feito vistoria regular às companhias moçambicanas. Uma foi feita em 2009 e outra em 2010, tendo, esta última, detectado irregularidades e dado prazo, até Setembro de 2011, para a sua regularização.

Quando no dia 6 deste mês o governo moçambicano foi notificado pela União Europeia, através do Instituto de Aviação Civil, foi questionado sobre o relatório da ICAO, e, estranhamente, como diz o Ministro dos Transportes, falou-se da LAM e Nextur, e não sobre as outras que operam no país. Esta notificação surge pouco depois de Moçambique e União Europeia terem chegado a um acordo para a utilização dos espaços aéreos europeu e moçambicano.

Nesta batalha, refira-se, Moçambique conta com o apoio de Portugal, país que representou a União Europeia nas negociações para a utilização daquele espaço. No entanto, basta que um país vote contra, para que a decisão seja negativa. A França, que já tinha assumido protagonismo na opção de banimento da LAM ,volta, neste processo, a desempenhar o papel principal para a suspensão das companhias moçambicanas.

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