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Estado cede acções em dez empresas

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ENCONTRA-SE em fase avançada a preparação do processo de venda das acções em dez das 35 empresas cujas participações do Estado moçambicano estão disponíveis para alienação, a curto prazo. Para já, uma firma especializada terminou recentemente a elaboração dos estudos que irão orientar o processo de cedência da quota do Estado nas dez empresas, segundo uma fonte do Instituto de Gestão das Participações do Estado – IGEPE.



Após decisão do Conselho de Administração do IGEPE, o processo deverá ser submetido ao Governo para a aprovação dos termos e condições de alienação, esperando que esta fase seja concluída proximamente.

Das empresas disponíveis para alienação a curto prazo destacam-se o Cegraf, Companhia Algodoeira de Nampula, Empresa de Construção e Manutenção de Estradas e Pontes (do Norte, Centro e Sul), Empresa de Aluguer de Equipamentos, Fábrica de Roscados de Moçambique, Hotel Inhassoro, Mabor e Riopele Têxteis.

Ao abrigo do Plano Estratégico do IGEPE, cujo horizonte de implementação é 2014, está previsto que o Estado se desembarace gradualmente de participações em áreas irrelevantes, promovendo, desta maneira, a participação do sector privado.

Segundo rege o Plano Estratégico, o Estado vai somente permanecer nas empresas dos sectores estratégicos, tendo em conta a necessidade de arrecadação de receitas e o papel social.

Até ao ano passado das cerca de 130 empresas participadas pelo Estado apenas 41 porcento é que estavam em pleno funcionamento, 32 porcento operavam com deficiência, enquanto as restantes se encontravam praticamente paralisadas, sendo que para este último lote está-se à procura de parceiros para a sua operacionalização.

Da carteira de empresas participadas, somente 10 é que trazem dividendos significativos ao Tesouro. Entre tais firmas destacam-se a Cervejas de Moçambique (CDM), Coca-Cola, STEMA – Silos e Terminal Graneleiro da Matola – e a fábrica de fundição de alumínio Mozal.

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