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Terramoto no Japão agrava cenário de crise - segundo o ministro Aiuba Cuereneia

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O TERRAMOTO seguido de tsunami que abalou o Japão vai agravar a crise económica que afecta o nosso país. Esta afirmação foi feita esta sexta-feira pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, que se encontra na província de Manica em missão partidária, em frente de uma brigada central, que tem a missão de oficializar do Gabinete Provincial de Preparação do X Congresso da Frelimo, agendado para o próximo ano. Falando em conferência de Imprensa, Aiuba Cuereneia disse que o Japão constitui um dos principais parceiros de cooperação internacional que apoia Moçambique em vários domínios, e estando em situação de crise e de emergência certamente que a situação poderá afectar o nosso país.

O governante explicou que o Japão apoia Moçambique no domínio do orçamento, para além de ser um dos principais fornecedores do arroz que o país consome. Estando este país em situação de crise e de choque, segundo a fonte, sem dúvidas que isso poderá afectar a comparticipação japonesa no orçamento do nosso país.

Cuereneia explicou que com a necessidade de reconstruir o país, atender o desastre humanitário e resolver outros problemas decorrentes do sismo o Japão poderá ser obrigado a reorientar os seus recursos para assegurar o estado de emergência em que o país se encontra.

O ministro da Planificação e Desenvolvimento qualificou a actual situação no Japão como sendo catastrófica, pelo que renovou a mensagem de solidariedade e esperança e fez votos para que a situação cedo se normalize para que país se possa reerguer dos escombros do violento sismo.

Cuereneia reconheceu que o nosso país vive numa situação que considerou de “conturbada”, facto resultante da conjuntura económica internacional de que Moçambique não está alheio. Factores exógenos e independentes à nossa vontade, nomeadamente o agravamento dos preços dos combustíveis, dos cereais, entre outros produtos, e que afectam o mundo estão igualmente e se fazer sentir no nosso país.

Entretanto, na mesma entrevista Cuereneia assegurou que o Governo moçambicano vai continuar a subsidiar o diesel e o petróleo de iluminação, mas já não vai fazer o mesmo em relação à gasolina.

Aiuba Cuereneia descreveu o diesel como sendo o combustível para o trabalho e o petróleo como para a iluminação para os mais vulneráveis, pelo que afirmou que o Executivo vai continuar a subsidiar estes combustíveis, sobretudo o diesel, por ser bastante importante no controlo dos preços dos restantes produtos.

Ainda relativamente aos combustíveis, a fonte explicou que as necessidades do país no tocante ao diesel estão avaliadas em 60 porcento e a gasolina em 40 porcento e que o Governo iria desenvolver esforços no sentido de garantir que não falte este produto, que movimenta toda a cadeia de produção.

Outros sectores que Cuereneia disse estarem na agenda dos subsídios do Governo se relacionam com a Agricultura, Pescas e Transportes, considerados importantes para a vida das populações.

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