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Mais uma mina em Moatize

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UMA nova empresa de exploração de carvão mineral está a instalar-se na carbonífera de Moatize, província de Tete, concretamente nas margens do rio Revúbuè. Trata-se das Minas de Revúbuè, que sob a licença de concessão 693L acaba de lançar a primeira pedra para a construção de infra-estruturas. Com efeito, o draft do estudo de impacto ambiental encontra-se em elaboração desde os meados de Fevereiro, segundo a confirmação de Andrew Matheson, director da mina.

A extracção de carvão será a céu aberto, sendo que a sua implementação deverá ser feita em duas fases. Para a primeira está projectada uma capacidade anual de oito milhões de toneladas, maioritariamente para o mercado mundial.

“O desenvolvimento da mina está previsto para iniciar após a aprovação do plano de avaliação do impacto Ambiental. A extracção de carvão mineral está prevista para finais de 2013, mas tudo vai depender da disponibilidade do transporte ferroviário e da capacidade do porto para atender à demanda projectada por outras mineradoras” disse o director da Minas de Revúbuè.

Com o desenvolvimento do projecto espera-se que sejam criados cerca de 700 novos postos de emprego, sendo que a maioria da mão-de-obra será recrutada localmente.

Na componente de apoio social à população que vive nos arredores do empreendimento estão desenhados vários projectos concebidos após consultas às autoridades locais e à população. Entre os projectos previstos constam  áreas como Saúde, Educação e criação de pequenos projectos de geração de renda.

Entretanto, arranca em finais deste semestre, a exploração de carvão ao longo da bacia carbonífera de Moatize, pelas empresas Vale Moçambique e Riversdale Minning, devendo as exportações serem feitas a partir de finais deste ano.

Neste momento a grande preocupação das empresas relaciona-se com o transporte do carvão até ao Porto da Beira, uma vez que a reconstrução da linha-férrea de Sena, a cargo do consórcio indiano RICON, ainda não está concluída.

Refira-se que face aos problemas que se vêm constatando no decurso do projecto de reabilitação da linha férrea de Sena, o Governo decidiu recentemente que caso a RICON não conclua os trabalhos até o dia 24 de Março, a concessão do sistema ferroviário centro será anulado e entregue à empresa Caminhos de Ferro de Moçambique.

Na madrugada de 27 de Fevereiro, um comboio carregado de material de construção da linha-férrea de Sena que fazia o trajecto Beira/Moatize descarrilou a escassos quilómetros da estação ferroviária da Vila de Moatize, provocando avultados danos materiais . Segundo fontes dos CFM em Moatize, o incidente foi originado por problemas na linha.

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