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Nacala: Zona económica atrai investidores

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MAIS de 280 milhões de dólares norte-americanos foram já investidos na Zona Económica Especial de Nacala (ZEEN), norte de Moçambique, declarada há cerca de três anos. O delegado da ZEEN, Branquinho Nhombe, disse, recentemente a jornalistas, que deste montante 144 milhões de dólares foram investidos em 2010, sendo 84 milhões de dólares de investidores moçambicanos e 60 milhões de investidores estrangeiros.

A lista dos principais países investidores na Zona Económica Especial de Nacala inclui a Tanzania, África do Sul, Índia, Inglaterra, Itália e Portugal, cujo investimento foi direccionado, fundamentalmente, às áreas de indústria e agro-indústria.

Segundo aquele responsável, citado pela AIM, nos primeiros dois anos de implementação efectiva da Zona Económica Especial de Nacala, foram licenciadas e certificadas pelo Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (GAZEDA) 18 empresas, algumas das quais já em laboração.

Referiu que 11 das empresas licenciadas e certificadas são da área industrial, dois do sector turístico, três da área de serviços e os restantes dois do ramo da agro-indústria, que proporcionarão vários postos de trabalho a residentes locais.

Na área da indústria, destacam-se as futuras fábricas de processamento de cereais, de bolachas, de cimento e de chapas de zinco, para além da refinaria de petróleo, “as quais, de acordo com as nossas projecções, deverão proporcionar mais de seis mil postos de trabalho a residentes locais”.

O delegado da ZEEN afirmou ainda ter sido já demarcada a futura Zona Franca Industrial, estando neste momento o Governo de Moçambique a trabalhar no sentido de mobilizar financiamentos com vista à implantação e desenvolvimento de infra-estruturas nessa zona.

No âmbito do desenvolvimento da Zona Económica Especial de Nacala, está em curso um trabalho de coordenação de criação de infra-estruturas de base, como o redimensionamento e expansão do Porto de Nacala, a reconversão do Aeroporto Militar, a reconstrução da linha férrea que sustenta o Corredor de Desenvolvimento do Norte, incluindo os ramais que servem os países vizinhos, para além da República Democrática do Congo.

A cidade de Nacala está dotada de um porto com águas mais profundas a nível da Costa Oriental de África, com uma capacidade instalada de 2,4 milhões de toneladas de carga geral, por ano, sendo também o mais próximo dos mercados da Ásia e Europa.

Presentemente, estão em curso esforços no sentido de se encontrarem potenciais financiadores do projecto de reabilitação e ampliação do referido porto.

Branquinho Nhombe disse esperar que a criação da Zona Económica de Nacala atraia mais investimentos nacionais e estrangeiros, fortaleça as exportações, desenvolva uma rede de infra-estruturas e melhore as condições de vida da população e a qualidade dos serviços públicos.

“Na Zona Franca Industrial, só nas vias de acesso, energia e água, está previsto para os próximos tempos um investimento na ordem dos 40 milhões de dólares norte-americanos, e isso constitui um grande desafio para nós”, frisou.

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