Finaliza-se engenharia para central de Benga



Escrito por jornal noticias
Segunda, 21 Fevereiro 2011 06:58

O PROJECTO da central termoeléctrica na região de Benga, província de Tete, está em processo de finalização da empreitada para a engenharia, acreditando-se que a fase de produção de energia possa ocorrer entre 2013 e 2014, conforme o calendário.
Fonte da Riversdale Mining, Lda., concessionária das minas de carvão de Benga e proponente do projecto da central termoeléctrica, adiantou que o empreendimento, cujo investimento inicial é orçado em 1,25 bilião de dólares norte-americanos, está em fase avançada e tem recebido forte apoio do Governo moçambicano, incluindo as aprovações ambientais obtidas, e memorando de entendimento celebrado com a Electricidade de Moçambique (EDM) relativamente ao acesso e transporte de energia eléctrica.
Acrescenta que já foi celebrado ainda o memorando de entendimento com um consumidor industrial de energia e está em fase adiantada a introdução de um parceiro estratégico para participar no projecto.
Numa primeira fase a central de Benga deverá produzir entre 500 e 600mW de energia, que será seguida por uma expansão até 2000mW, em consonância com o projecto de Linha de Transporte (Projecto de Espinha Dorsal de Energia), que deverá ligar o centro e sul de Moçambique.
A energia da fase-1 deverá ser distribuída através da rede nacional de transporte, com uma porção a ser consumida pelos projectos mineiros de Benga e de Zambeze da Riversdale. A central térmica será abastecida pelo carvão da mina de Benga, que está actualmente em desenvolvimento e que deverá estar a produzir o seu primeiro carvão no terceiro trimestre deste ano.
Presente em Moçambique desde 2006, a Riversdale encontra-se envolvida em várias frentes, mas a mais importante é a de Benga, com reservas estimadas em 4,4 biliões de toneladas, prevendo-se uma extracção de até 22 milhões de toneladas de carvão mineral por ano.
Devido a dificuldades que derivam das limitações da capacidade da linha de Sena, a empresa tem também estado envolvida em vários ensaios visando encontrar outras alternativas viáveis para a saída daquele mineral estratégico.
Uma dessas saídas é o rio Zambeze, pelo que, com recurso a barcaças leves, se poderá transportar o carvão até ao Chinde, de onde será depois transbordado em navios oceânicos.
Dados disponíveis indicam que caso se consiga a navegabilidade do rio Zambeze pode-se escoar até 30 milhões de toneladas de carvão, o que irá representar uma mais-valia, tendo em conta os baixos custos que esta operação acarreta em relação a outras alternativas de transporte existentes.
A médio e longo prazos a companhia não descarta o recurso ao Porto de Nacala, uma infra-estrutura de água-profundas e que dista a 900 quilómetros dos centros de produção de carvão em
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