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OIT potencia emprego juvenil

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O Director regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Martin Clemensson, defendeu recentemente em Maputo a necessidade de se potenciar a formação de jovens de forma a reduzir o elevado desemprego juvenil existente no país. Martin Clemensson entende também ser necessário fornecer recursos para que aqueles possam desempenhar o seu papel de liderança no desenvolvimento do país e promover a justiça social para todos.
“A justiça social em Moçambique é muito mais do que um imperativo ético, é a fundação para a estabilidade nacional e para a prosperidade. Oportunidades iguais, solidariedade e respeito pelos direitos humanos são essenciais para alavancar o potencial das indústrias em Moçambique”, disse o director regional da OIT.

Martin Clemesson falava durante a realização de um seminário destinado a definir estratégias de implementação do “Programa País do Trabalho Digno (PPTD)", no qual participaram representantes do Ministério do Trabalho, Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e organizações dos trabalhadores.

Na ocasião, a Ministra do Trabalho, Helena Taípo, afirmou estar “a política de trabalho do país assente nos princípios fundamentais da agenda global do trabalho digno da OIT, nomeadamente a promoção e aplicação universal dos princípios fundamentais e direitos do trabalho, a criação de melhores oportunidades de trabalho para mulheres e homens para terem acesso ao emprego digno, assegurar a cobertura, eficiência e protecção social para todos e no reforço do tripartismo e no diálogo social”.

Taípo acrescentou ser “preciso junto dos parceiros sociais melhorar o ambiente de trabalho e ter uma maior concertação em muitas matérias de índole social laboral, para permitir um desenvolvimento socio-económico mais sustentável no país”.

Para a directora executiva da CTA, Alima Hussein, “em Moçambique o trabalho digno constitui preocupação do Governo, dos trabalhadores e dos empregadores, que no seu conjunto conferem à OIT a sua identidade única tripartida”.

Por isso, “promover oportunidades para existência de direitos fundamentais entre mulheres e homens no trabalho, garantir esses direitos através do diálogo social e cultura de trabalho, acesso a um trabalho produtivo, condições de liberdade, equidade, segurança e higiene são os objectivos do sector privado.

Alima Hussein reiterou ainda o cometimento da CTA "em imprimir maior dinamismo na implementação do Programa País do Trabalho Digno”.

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