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Camponeses de Múxunguè aprimoram processamento

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Segundo informações tornadas públicas sábado último no decurso da feira provincial do ananás que teve lugar em Panja, naquele distrito, os referidos camponeses que compõem quatro associações já foram visitados pelos especialistas alemães e sul-africanos com vista a certificarem a qualidade da cultura por eles produzida.

First Natural Choice Moçambique, (FCN, Lda) é a empresa que nos próximos 18 meses passará a operar em Muxúnguè. A respectiva directora-geral, Ase Ditlesen Ferrão, a firma está ligada ao processamento de frutos orgânicos, ou seja, apenas se encarrega a trabalhar com produtos ambientalmente produzidos.

Inicialmente a fábrica vai precisar 40 toneladas diárias devendo esta quantidade produzir 16 a 17 mil litros.

Quanto à emissão do certificado de qualidade que esteve a cargo dos especialistas acima referidos, Ase Ferrão disse serem maiores as probabilidades do mesmo ser emitido uma vez que as actividades dos camponeses respondem os padrões requeridos, que é a prática de agricultura de conservação e outras actividades amigas do ambiente.

Antes de entrar em acção da fábrica de Muxúnguè, a nossa interlocutora disse que o ananás de Chibabava será processado em Morrumbene, província de Inhambane, onde esta firma está a processar o jam para o mercado nacional e polpa gelada para a exportação.

O anúncio da pretensão de instalar uma firma de processamento em Chibabava foi feito no festival do ananás ocorrido sábado último em Muxúnguè. O evento acolheu milhares de pessoas entre empresários, governantes, políticos e camponeses. O Governo de Sofala decidiu que de tempo em tempo possa fazer actividades similares para a promoção do produto que sendo muito produzido não tem tido mercado.

A secretária permanente provincial, Elisa Somane, que presidiu a cerimónia do festival de ananás disse que o evento foi desenhado depois que se notou que o que se produz em grandes quantidades naquele ponto não é devidamente aproveitado.

Somane disse que o Executivo de Sofala está preocupado com a falta de mercado, pelo que tem estado a trabalhar com diferentes parceiros para ver se há mercado para todos.  Recordou naquele evento em que participaram milhares de pessoas que o ananás não só se produz em Chibabava. Vários outros pontos da província também se dedicam a esta cultura e que também precisa de oportunidades de mercado.

Na verdade, a fábrica que se projecta em Muxúnguè vai acolher uma ínfima parte do que se produz naquela parcela da província de Sofala. Os camponeses exigiram que se tragam mais investidores.

O administrador de Chibabava, Paulo Majacunene disse que fora da maior parte do ananás que se perde `naquele distrito por falta de mercado, um pouco que se vende anualmente arrecada cem milhões de meticais.

Para Majacunene que aponta o festival como sendo o ponto de partida para que “o mundo fique a saber que produzimos o mais saboroso ananás deste planeta”, caso se venda todo o produto, os camponeses teriam mais rendimentos.

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