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Inflação vai baixar graças às medidas do banco central

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Uma publicação especializada em informação económica, que serve empresas e Governos, adianta que em 2011 e 2012, a inflação irá baixar em Moçambique e o crescimento irá aumentar.

A inflação vai baixar este ano e em 2012, graças às medidas de contenção da política monetária. Quem assim o diz é o relatório de previsões para Moçambique em 2011 – 2012 que a Unidade de Informação Económica - uma publicação especializada que serve empresas e Governos – acaba de lançar.

O estudo adianta que, depois de acelerar de forma alarmante em 2010 (inflação anual foi de 12,3% e a inflação média foi de 16,7%), devido à desvalorização do metical e à suspensão dos subsídios alimentares e energéticos, espera-se que a inflação se mantenha numa média de 5% em 2011. Este número surge numa expectativa optimista dos resultados das medidas actuais para fortalecer a moeda local, apertar a política monetária e elevar a base de comparação. O relatório espera que estas medidas tenham largamente compensado o aumento esperado de 9% dos produtos este ano. Espera-se que os preços caiam em 2012, com uma inflação estável de 4,5%. Quanto ao valor do metical, a Unidade de Informações Económicas prevê que o banco central procure manter o valor constante do metical em 2012 a um nível que limite as importações, mas não chegue para corroer a competitividade do país no que toca às exportações. O estudo estima que a taxa de câmbio média para dólares ronde os 32 meticais, em 2011, e 31 meticais, em 2012.

O crescimento esperado para 2011 é de 7,3%, em linha com as mais duras condições económicas globais, antes de subir ligeiramente para os 7,5% em 2012, graças à produção de carvão que deverá começar este ano.

O estudo estima também que o crescimento do PIB real tenha sido de 8,5% em 2010, impulsionado pelo sector dos minerais. O crescimento deverá manter-se em alta em 2011, com os fluxos crescentes dos Investimentos Directos Estrangeiros em minerais, os mega-projectos e as contribuições de doadores. No geral, o estudo espera um défice fiscal equivalente a 5% do PIB em 2011, e um pouco mais pequeno no próximo ano, equivalente a 4,4% em 2012. Por outro lado, considera que a receita estrangeira continue a cair em 2012, embora as receitas domésticas devam manter-se em alta.

Comércio externo

A nível das exportações, as de alumínio serão positivas, com a demanda mundial a crescer, mesmo que se preveja que os preços estagnem em 2011 – 2012. A planeada expansão das exportações de gás terá algum impacto positivo em 2011, acompanhada pelo aumento das exportações de carvão. Espera-se que os volumes de exportação agrícola aumentem como resposta ao investimento público no sector, apesar de um aumento global dos preços dos alimentos em 2011- 2012. A Unidade de Informações Económicas espera que a produção total de bens exportados cresça de 2,6 bilhões de dólares em 2010, para 2,9 em 2011 e 3,1 bilhões, em 2012. Estima-se que as importações também aumentem para uma média de 4,3 biliões, quando, em 2010, estavam em 3,6 bilhões.

Além disso, a elasticidade da procura das importações é baixa já que os bens essenciais ocupam uma grande percentagem do total dos produtos importados. No geral, a balança comercial vai diminuir a partir de um equivalente de 10,5% do PIB em 2.011, para 9,7% do PIB em 2012.

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