Terça, 22 Maio 2012 English Chinese (Simplified) Finnish French German Italian Portuguese Russian Spanish Login

Legislação Moçambicana & Documentos

Pesquisar neste portal

Login

 
• Esqueceu Password - Nome de utilizadorCriar nova conta

sales@euroasiatrucks.com

Japanese Car Exporter

Home Noticias Economia & Negócios Agricultores com algum prejuízo, mas ainda longe da calamidade

Agricultores com algum prejuízo, mas ainda longe da calamidade

PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A actividade agrícola em pontos importantes, caso de Chókwè, está paralisada. Para alguns produtores, a situação é grave. Os próximos dias vão anunciar a sentença destas culturas.

A produção nacional não vai baixar

Estas chuvas, até ao momento, não vão prejudicar a campanha agrícola. Podem vir a comprometer a cultura do arroz em Chókwè, por exemplo, mas se olharmos para todo o país, não vamos ter uma produção baixa, porque o potencial da agricultura encontra-se na zona centro e norte. A zona sul produz, mas sem grande expressão.

Na zona centro estamos neste momento perante uma situação de risco de inundações, mas acreditamos que não vai comprometer a agricultura, porque a área afectada é das zonas baixas, que estão em número pouco significativo em relação às altas, com grande potencial. No norte, as chuvas são irregulares, mas prevemos que as próximas poderão favorecer a agricultura. No tocante ao apoio que o Governo concede ao sector da agricultura em caso de secas e inundações, foi recentemente aprovada uma estratégia de irrigação para mitigar as dificuldades. Nos anos que correm, o Governo está a privilegiar a construção e a reabilitação de infra-estruturas de irrigação, processo que encontra outros constrangimentos, caso do atraso dos empreiteiros com as obras, concursos que levam muito tempo a efectivarem -se, acabando por comprometer a meta de construção e reabilitação de sistemas de regadio com capacidade para três mil hectares anuais.

Martinho de Almeida, produtor em Matutuíne e Marracuene

Produtores das zonas baixas já perderam as suas culturas

As chuvas que estão a cair nestes últimos dias, apesar de intensas, não estão a causar impacto negativo nas culturas que produzimos. Não estamos a registar qualquer problema. Pelo contrário, elas favorecem as nossas plantações, levando a que as metas de produção continuem em pé, e há grandes possibilidades da presente época agrícola ser melhor que a passada.

Infelizmente, nem todos os produtores podem dizer o mesmo. Se eu não estou afectado, é por produzir em zonas muito altas, tanto em Matutuíne, onde produzo, predominantemente, tomate e batata reno, quanto em Marracuene, onde tenho plantações de milho, cajueiros, laranjeiras, entre outras. Mas, muitos produtores das zonas baixas já perderam as suas culturas e têm a campanha deste ano comprometida. Não é bom que os agricultores estejam a passar por esta situação.

Se as chuvas persistirem com a mesma intensidade, os danos poderão ser maiores. Por agora, felizmente, o mal não está a afectar a todos.

Xadreque Mutemba, produtor em Boane

Precisamos de sementes híbridas, que resistem às chuvas

Choveu demais, a carga excessiva não nos deu tempo para trabalhar. Muitas culturas foram destruídas e as metas de produção estarão aquém das expectativas. Saímos muito prejudicados por produzir em solo argiloso. Produzimos hortícolas diversos que estão submersos em diversos campos de cultivo. Ainda não fizemos o levantamento dos danos em termos numéricos, mas há prejuízos assinaláveis. Esperamos que a época chuvosa encerre em Março, como tem sido hábito nos últimos anos, porque se a situação persistir, não será possível produzir, uma vez que não temos acesso a sementes híbridas (geneticamente modificadas e mais resistentes), que nos permitam produzir durante todo o ano, independentemente das condições climatéricas.

O Governo tem que encontrar formas de abastecer os agricultores com sementes híbridas e deixar de alimentar o sector apenas por discursos. Fornecedores sul-africanos estão a enfrentar uma maior procura interna, por isso já não nos abastecem.

Mas, é importante sublinhar que, as sementes híbridas vem a custos muito altos e, em alguns casos, geram prejuízos. Por exemplo, sementes suficientes para uma área de 25 mil hectares custam sete mil meticais no mercado, e produzem, em média, seis mil meticais. Portanto, para minimizar o impacto das chuvas, precisamos de matéria-prima adequada e a preços acessíveis.

Daniel Dimas, produtor em Chókwè

Metas de produção, só no próximo ano

O que está a acontecer é preocupante. Desde que as chuvas começaram, em Novembro do ano passado, estamos a perder culturas e não estamos a trabalhar, porque não há condições.

As metas de produção para esta campanha agrícola já não vão ser cumpridas, não só a minha produção pessoal, mas de grande parte do distrito de Chókwè. Eu, por exemplo, tinha projectado produzir 448 toneladas de arroz na presente campanha agrícola, mas essa meta tem que ser adiada para o próximo ano, correspondente à campanha que começa em Setembro.

Nesta campanha, a empresa Sementes de Moçambique (SEMOC) disponibilizou 140 toneladas de sementes para o plantio de arroz, e prevíamos uma campanha promissora, mas as chuvas continuam a prejudicar as plantações, não só do arroz, como das outras culturas, caso de hortícolas. E estes prejuízos não são apenas ao nível dos regadios de Chókwè, mas de todo o país.

É certo que, em certas zonas, as populações continuam a produzir milho e ainda têm a situação quase controlada, mas a prevalência desta situação poderá causar inundações e impossibilitar o cultivo da terra. Se isso acontecer, teremos grandes problemas de fome.

Infelizmente, em Chókwè, a situação actual não é das melhores.

Samuel Chissico, produtor em Chókwè

Governo devia dialogar com representantes do sector

Em princípio, nós pensávamos que as chuvas iriam aliviar as dificuldades que tínhamos devido à seca. Mas, estamos a constatar que as zonas de maior produção comercial estão a ser negativamente afectadas, porque são zonas de irrigação, enquanto nas zonas altas a produção promete. Portanto, não sabemos como resolver esta situação.

Em Chókwè, o problema não é só da produção do arroz. O problema nevrálgico das hortícolas, que é importante para o nosso abastecimento, vai ser afectado. Eu tenho apreciado a contribuição do Governo no sentido de minimizar o impacto das calamidades na agricultura, mas acho que devia ser um pouco mais organizado.

Para o Governo apoiar os agricultores nestas situações de inundações ou seca, deve dialogar com os representantes do sector que será beneficiado por esse mesmo apoio, e, a partir daí, conceber um plano de produção em que cada uma das partes (organização de produtores e Governo) tenha a sua responsabilidade. Tudo isto permitiria uma resolução em conjunto dos problemas decorrentes das calamidades.

Enoque Ngomane, produtor em Moamba

Apenas a produção de milho resiste

Não há espaço para a sacha nem lavoura (preparação da terra para novas plantações). Não se semeia. As chuvas caem intensamente, praticamente de dois em dois dias e impedem todo o processo de produção. Estas chuvas surpreenderam-nos a todos (em Boane), porque não é habitual chover em Janeiro. É certo que as chuvas são boas para a prática da agricultura, mas na condição de darem intervalos de tempo suficientes para a manutenção da sacha, o que não se está a verificar. Aqui chove demais e já perdi muitas culturas. O tomate, pimentos, repolho e outras hortícolas estragaram-se, apenas a produção de milho é que ainda resiste. No entanto, pelo facto de ter preparado a anterior sacha e lavoura atempadamente, espero realizar a colheita deste ano a tempo, a menos que as chuvas se intensifiquem e destruam tudo. Apesar disso, é dado certo que a produção caiu, e as metas de produção (embora não haja dados numéricos) estarão aquém das projectadas. Não se trata de um problema que afecta a todos os agricultores de Moamba, mas a maioria. Normalmente, a esperança é a de que depois das chuvas, venha uma época fresca e mais próspera, mas se as chuvas persistirem, o cultivo da terra será interrompido e todos os problemas subsequentes virão.

Comentar

NOTA SOBRE COMENTÁRIOS:
- Os comentários publicados no “site” são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.
- Ao comentar declara que todos os conteúdos por si enviados não infringem direito de terceiros e assume ser o único e exclusivo responsável por eventual prejuízo causado a terceiros.
- O conteúdos dos comentários não exprimem de forma alguma a opinião do Zambézia Online e muito menos a manutenção de tais conteúdos no “site” poderá ser considerada como uma concordância do Zambézia Online com relação a tais conteúdos.


Código de segurança
Actualizar

Economia & Negócios

Recursos moçambicanos atraem empresas britânicas
“A interacção com empresários brit...
EUA lideram investimento estrangeiro em Moçambique
África do Sul, Maurícias e Portugal ...

Actualidade Nacional

Código de ética veda conflito de interesses
A Asembleia da República aprovou ontem...
“Giovanna” dissipa-se mas alerta mantém-se
O Ciclone “Giovanna”, que se encont...

Desporto

Mart Nooij afastado dos "Mambas"
  O TÉCNICO holandês Mart Nooij foi ...

Africa

UA reconhece CNT como Governo líbio
  A UNIÃO Africana (UA) reconheceu on...