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Autorizada entrada de dois novos bancos

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Trata-se do Banco Único, onde os grupos portugueses Amorim e Visabeira irão deter 51 porcento, enquanto que o capital remanescente será controlado por investidores institucionais ou particulares moçambicanos.

O outro é o Banco Nacional de Investimentos (BNI), que tem como accionistas os governos português e moçambicano, o Banco Comercial de Investimentos (BCI) e a Caixa Geral de Depósitos de Portugal. Prevê-se que este último banco, cujo capital esperado é de 500 milhões de dólares, sirva, entre outros, para apoiar a barragem de Mphanda Nkuwa, uma obra que vai custar 2 mil milhões de dólares.

Waldemar de Sousa, administrador do BM e porta-voz do XXXV Conselho Consultivo da instituição, evento a decorrer até hoje na província de Inhambane, disse a jornalistas que a entrada em funcionamento num futuro breve destas duas instituições é um reconhecimento de que o sistema financeiro moçambicano está em crescimento e de que o país está a conseguir atrair novos investimentos para a indústria financeira.

“Como reguladores, já que o BM é o supervisor das instituições financeira e é o regulador das instituições bancárias e financeiras, posso adiantar que já autorizámos que estas duas instituições mencionadas, o Banco Nacional de Investimentos e o Banco Único operem no nosso mercado. Creio que os accionistas e os gestores desses bancos é que melhor poderão responder a data exacta em que a sua actividade irá iniciar e estão já a se preparar para que isso aconteça”, referiu de Sousa.

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos deverá também ser um dos principais accionistas do Banco Único, uma instituição financeira que para a sua criação os grupos portugueses Amorim e Visabeira constituíram a holding Gevisar, detida em 70 e 30 porcento, respectivamente.

Os capitais próprios do Banco Único deverão atingir cerca de 70 milhões de euros nos primeiros três a quatro anos, entrando de forma faseada, conforme as necessidades de investimento e o cumprimento dos rácios de capital exigidos.

Os grupos Agro Alfa e Intelec, através de empresas participadas, contam-se entre os accionistas moçambicanos que integram o grupo inicial de investidores, entre outros.

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