Maputo e Matola: Dragagem de portos concluída com êxito



Escrito por jornal noticias
Quarta, 26 Janeiro 2011 06:18

OS portos do Maputo e Matola estão aptos para receber navios com capacidade até 80 mil toneladas de carga, com a conclusão, ontem, da dragagem do canal de acesso e dos cais das terminais de cereais, combustíveis, carvão e de contentores. Antes desta limpeza, que resultou na remoção de cerca de dois milhões de metros cúbicos de sedimentos e outros 50 mil metros cúbicos de pedra, a capacidade estava limitada a navios até 50 mil toneladas, facto que além de onerar as operações tornava os portos pouco competitivos e orientados apenas a mercados considerados de pequena monta.
Orçada em 20 milhões de dólares norte-americanos, a operação de dragagem, que incluiu a ampliação do canal de acesso, iniciou em Setembro de 2010, tendo sido concluída ontem com a entrega formal da obra pelo empreiteiro. O financiamento da dragagem foi assegurado pelos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), pela Grindrod e pela DP World, accionistas do Maputo Port Development Company (MPDC), concessionária da gestão daquela infra-estrutura.
Sobre a dragagem do porto, Dave Rennie, Presidente do Conselho de Administração do MPDC, explicou que a operação resultou no aumento da profundidade dos anteriores 9,4 metros para 11 metros, cotas que correspondem às profundidades originais do canal de acesso, da bacia e dos cais.
De acordo com a fonte, o material retirado em resultado da dragagem foi usado para aterrar áreas onde deverão ser erguidas outras infra-estruturas previstas no âmbito do projecto de desenvolvimento do porto. Aliás, segundo Dave Rennie, concluída esta etapa de dragagem, os gestores do porto prevêem avançar para uma operação similar dentro dos próximos doze meses, num processo que se pretende regular e contínuo de forma a manter o porto com níveis elevados de competitividade.
A dragagem do canal de acesso e dos cais dos portos do Maputo e Matola é o primeiro grande projecto inscrito no Plano de Desenvolvimento do Porto defendido pelo MPDC, que assumiu a gestão em 2007, no âmbito do programa de concessão de infra-estruturas ferro-portuárias.
Ainda de acordo com a fonte, a conclusão da dragagem vai reflectir-se no aumento dos volumes de carga a manusear, propiciando economias de escala para os armadores que actualmente demandam o porto cada vez em maior número. Outra vantagem a considerar tem a ver com a previsível redução dos custos com toda a logística de manuseamento, facto que, de acordo com Dave Rennie, acabará se reflectindo também na oferta de preços atractivos para os utilizadores.
O grosso da carga que transita pelos portos do Maputo e Matola é composto por carvão, ferro-crómio, contentores, açúcar e fruta, produtos que têm como destino mercados sobretudo a Índia e a China, cujas economias vêm revelando tendências claras de crescimento.
Recorde-se que em meados de 2010 o Governo moçambicano aprovou a extensão do contrato de concessão do porto por um período adicional de 15 anos, contados a partir de 2018, de forma a permitir que a sociedade concessionária - MPDC - realize investimentos adicionais na ordem de 700 milhões de dólares norte-americanos, orientados sobretudo para o melhoramento e ampliação das suas infra-estruturas.
Comentar
- Os comentários publicados no “site” são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.
- Ao comentar declara que todos os conteúdos por si enviados não infringem direito de terceiros e assume ser o único e exclusivo responsável por eventual prejuízo causado a terceiros.
- O conteúdos dos comentários não exprimem de forma alguma a opinião do Zambézia Online e muito menos a manutenção de tais conteúdos no “site” poderá ser considerada como uma concordância do Zambézia Online com relação a tais conteúdos.