Terça, 22 Maio 2012 English Chinese (Simplified) Finnish French German Italian Portuguese Russian Spanish Login

Legislação Moçambicana & Documentos

Pesquisar neste portal

Login

 
• Esqueceu Password - Nome de utilizadorCriar nova conta

sales@euroasiatrucks.com

Japanese Car Exporter

Home Noticias Economia & Negócios “Isto pode ter efeitos na quebra do investimento privado”

“Isto pode ter efeitos na quebra do investimento privado”

PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Até que ponto estas medidas são eficazes, a médio e longo prazos, para devolver a estabilidade à economia?

Neste momento, Moçambique vive os efeito das medidas contra-cíclias que foram tomadas para remediar as consequências da crise – agora, o “remédio” gerou efeitos colaterais que exigem medidas de contenção mais eficazes. O aumento da taxa de juro permitirá conter o crédito, uma componente do agregado monetário, e a médio prazo, conter a inflação. Torna-se acertada na óptica monetária. O problema reside no cruzamento entre a política monetária e fiscal. Com efeito, se as despesas públicas aumentarem em demasia e sem controlo, a injecção de liquidez pela execução orçamental anula o que os monetaristas pretendem. E se o déficit for financiado pela emissão de Obrigações, como tudo indica, o problema não vai parar. Provoca o crowding-out e exerce maior pressão sobre os parcos recursos à disposição das empresas e famílias. Caso contrário, avoluma o balanço do Banco Central e este tipo de acção é contrário à medida tomada. Além disso, dá um sinal sobre o custo do capital para o sector privado, na medida em que a taxa das OT serve de benchmark. Estamos em presença de “aperto monetário”, porque as taxas de juro estão a aumentar, mas ao mesmo tempo, com a política fiscal expansionista.

Tornar o dinheiro mais caro não terá implicações em sectores determinantes da economia, isto é, no investimento?

Os efeitos são claros: primeiro, o investimento privado quebra, porque o custo do financiamento é mais alto do que as margens operacionais e o crescimento económico fica afectado. Aumenta o desemprego. Os sectores mais flexíveis podem repassar os preços, mas tudo tem limite devido à elasticidade. Isto é, até um certo ponto, o aumento dos preços pode resultar na redução das receitas totais das empresas - porque as pessoas compram menos. Segundo, para as famílias que têm dívidas a pagar com taxas indexadas à FPC, o pagamento regular desta dívida pesa mais. Ou as pessoas diminuem o consumo para libertar mais dinheiro, ou deixam de pagar o que devem. Portanto, o nível de vida pode baixar pela via da quebra do consumo privado. Terceiro, enquanto a inflação cresce, porque a procura agregada cresce mais rápido que a oferta e aqui as despesas públicas estão na linha da frente, estas medidas de combate à inflação serão anuladas. Não nos esqueçamos da pressão inflacionista que virá do ajustamento salarial, porque os trabalhadores se vão apercebendo da corrosão do poder de compra, e por sermos um país com déficit corrente e crónico. Quarto, a médio e longo prazo, o risco de uma espiral inflacionista poderá conduzir-nos às situações vividas no início da década de 90, quando tínhamos taxas de juro acima dos 30% - o resultado será a quebra do sector industrial e agro-produtivo a favor do comércio. Ou estanca-se a injecção de liquidez no sistema em claro sinal de contenção da massa monetária e de uma política monetária restritiva, sem monetização de déficit, ou chegaremos a um ponto em que todos perdemos a nossa riqueza guardada em dinheiro. Este é o mal da inflação. Veja o que aconteceu no Zimbabwe. Cria a fuga para o seguro, desde divisas até aos activos reais (casas e bens de valor).

Que medidas de fundo é preciso introduzir para corrigir esta situação que se tornou rotineira logo depois da quadra festiva?

A solução passa pela definição de taxas de crescimento mais moderado, com prioridade para o sector produtivo, encontrando soluções para alternativas no aumento da despesa pública, via parcerias público-privadas, por uma política monetária mais moderada, para não estancar e estrangular o sector empresarial emergente, combinado com uma política cambial que faça a gestão do câmbio para reduzir o impacto sobre a inflação.

Comentar

NOTA SOBRE COMENTÁRIOS:
- Os comentários publicados no “site” são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.
- Ao comentar declara que todos os conteúdos por si enviados não infringem direito de terceiros e assume ser o único e exclusivo responsável por eventual prejuízo causado a terceiros.
- O conteúdos dos comentários não exprimem de forma alguma a opinião do Zambézia Online e muito menos a manutenção de tais conteúdos no “site” poderá ser considerada como uma concordância do Zambézia Online com relação a tais conteúdos.


Código de segurança
Actualizar

Economia & Negócios

Recursos moçambicanos atraem empresas britânicas
“A interacção com empresários brit...
EUA lideram investimento estrangeiro em Moçambique
África do Sul, Maurícias e Portugal ...

Actualidade Nacional

Código de ética veda conflito de interesses
A Asembleia da República aprovou ontem...
“Giovanna” dissipa-se mas alerta mantém-se
O Ciclone “Giovanna”, que se encont...

Desporto

Mart Nooij afastado dos "Mambas"
  O TÉCNICO holandês Mart Nooij foi ...

Africa

UA reconhece CNT como Governo líbio
  A UNIÃO Africana (UA) reconheceu on...