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Nampula exporta amendoim para UE

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O DISTRITO de Muecate, na província de Nampula, norte de Moçambique, já está a produzir amendoim para exportar para o mercado da União Europeia. Para o efeito, foram semeados 60 hectares desta cultura, envolvendo 30 produtores da União Nacional dos Camponeses do distrito de Muecate que já possuem certificação para exportarem para o mercado justo.

Segundo Fidélio Salamandane, chefe da equipa do projecto-piloto de amendoim no Instituto para a Promoção de Exportações (IPEX), a produção daquela cultura vai ser exportada para Holanda e Reino Unido a partir de 2011.

Tendo em conta que a produção para a exportação exige grandes quantidades, Salamandane explicou que se prevê um aumento da área de cultivo e do número de produtores envolvidos.

“Na cadeia de valor deste projecto trabalhamos actualmente com 30 produtores. Porém, para a próxima campanha esperamos aumentar a área de cultivo de amendoim para o dobro e do número de produtores, que são incentivados a passarem dos actuais dois hectares para cinco na próxima campanha” disse.

No primeiro ano de produção, segundo a nossa fonte, espera-se colher cerca de 48 toneladas de amendoim, com o mercado de exportação já assegurado.

São parceiros deste projecto a Miruku, Olipa Odes e a Universidade Lúrio, para além do Governo Distrital.

Esta iniciativa enquadra-se no âmbito do projecto de promoção de exportações de produtos orgânicos e de artesanato para a Europa, que numa primeira fase também abrange a castanha de caju, ananás, manga, feijão-verde e piripiri.

Para o artesanato foi seleccionada a província de Nampula e parte de Cabo Delgado, para a castanha de caju e amendoim toda a província de Nampula, o piripiri é de Manica, Inhambane e Maputo, o feijão-verde é proveniente da província do Maputo, a manga é de Manica. Ainda foi seleccionada a associação Chungamoio de Sofala para produzir o ananás.

O projecto é financiado pela Holanda e tem a duração de três anos, mas os sete produtos serão colocados no mercado à medida que os mesmos forem respondendo aos requisitos do mercado europeu.

Para o efeito, os camponeses moçambicanos contam com a assessoria técnica do Centro para a Promoção de Importações dos Países em Vias de Desenvolvimento (CBI), uma agência do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Holanda, que disponibilizou 1,2 milhão de euros.

Actualmente, a África do Sul é um dos principais destinos das exportações moçambicanas. Outros países são o Malawi, Zimbabwe, Maurícias, Tanzania, Zâmbia e Suazilândia.

No entanto, a Holanda continua a ser o maior destino das exportações de Moçambique, constituídas essencialmente por alumínio produzido na fundição de alumínio MOZAL.

Excluindo o alumínio, Moçambique exporta gás natural, electricidade, banana, tabaco, pescado, algodão, castanha de caju, bentonite, que são os produtos tradicionais.

Contudo, a região da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e países da Europa, América e Ásia também precisam de outros produtos que o país possui como o sal, amendoim, fruta, pescado, entre outros.

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