Transportes e comunicações crescerão acima de 10,4 porcento



Escrito por Jornal Noticias
Segunda, 20 Dezembro 2010 10:25

O Sector dos Transportes e Comunicações deve registar, em 2011, um crescimento global de 10,4 porcento, impulsionado pela evolução dos subsectores ferroviário e aéreo.
Com efeito, de acordo com as previsões recentemente divulgadas pelo Governo, espera-se que a parte ferroviária venha a registar um crescimento de 43,8 porcento, ao passo que o aéreo pode situar-se nos 16,1 porcento em relação ao ano passado.
De acordo com os mesmos dados, o plano de produção reflecte a implementação da Estratégia para o Desenvolvimento Integrado do Sistema de Transportes recentemente aprovado, em que foram programadas várias acções que visam alterar a estrutura da infra-estrutura e dos serviços de transportes que servia principalmente para ligar as zonas do interior da África do Sul, do Zimbabwe e Malawi ao mar.
A intermodalidade representa também um ponto central na estratégia tida como essencial para facilitar e dinamizar a circulação de pessoas, bem como reduzir custos de manuseamento de mercadorias.
No entanto, de acordo com o Plano Económico e Social (PES-2011), a alta de preços dos combustíveis que se vem registando, bem como os efeitos da crise económica mundial que ainda se fazem sentir constituem os maiores constrangimentos que operadores irão enfrentar no sector dos Transportes e Comunicações.
Enquanto isso, os serviços auxiliares de transportes irão registar um decréscimo de 35,5 porcento, devido à redução dos serviços de manuseamento portuário.
POLÍTICA MONETÁRIA A FAVOR DO PIB
O desenho da política monetária continuará, em 2011, a respeitar os principais objectivos finais da política económica do Governo em matérias de inflação, crescimento real do Produto Interno Bruto e meses de cobertura de importações de bens e serviços não factoriais por reservas internacionais brutas (RIBs).
Segundo o documento, os objectivos intermédios contemplam uma expansão anual do agregado referente aos meios totais de pagamento (M3) não superior a 18,7 porcento e um incremento anual do crédito à economia até ao limite de 22,4 porcento. Quanto à base monetária, variável operacional da política monetária, a previsão é de um crescimento que não ultrapasse 20,0 porcento em termos de variação anual.
Entretanto, as projecções dos agregados monetários para 2011 prevêem ainda um ligeiro desgaste de reservas internacionais líquidas relativamente ao saldo projectado para finais de 2010, fazendo com que as reservas internacionais brutas correspondam a 4,3 meses de cobertura de importações de bens e serviços não factoriais, incluindo os grandes projectos.
Para a execução da política monetária e consequente regulação da liquidez bancária, no ano em perspectiva, o Governo continuará a privilegiar a utilização de instrumentos dos mercados interbancários, nomeadamente, monetário e cambial.
Ainda de acordo com o PES 2011, os objectivos do programa monetário são consistentes com a adopção de uma política monetária prudente, que garanta um crescimento do Produto Interno Bruto com estabilidade de preços num contexto de taxas de câmbio flexíveis.
Entre outros objectivos estruturais, destaca-se a continuação do alargamento dos serviços financeiros às zonas menos favorecidas, consolidação e reforço da estabilidade e robustez das instituições de crédito que operam no nosso país, melhoria da eficácia do sistema nacional de pagamentos e maior operacionalidade dos mercados interbancários.
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