Moçambique e China formalizam ligações aéreas



Escrito por Jornal Noticias
Quinta, 16 Dezembro 2010 08:06

Os governos de Moçambique e da China vão assinar, em breve, um acordo que permitirá o estabelecimento de ligações aéreas directas entre os dois países, disse à agência LUSA o presidente do Conselho de Administração dos Aeroportos de Moçambique, Manuel Veterano.
“Este acordo vai ser feito muito brevemente, só estamos a acertar datas e depois seguir-se-á o processo de contactos entre companhias que eventualmente queiram aproveitar esta oportunidade”, referiu o presidente do Conselho de Administração dos Aeroportos de Moçambique.
À margem da III Conferência de Aeroportos da China e dos Países de Língua Portuguesa, que recentemente se realizou em Macau, o responsável salientou, em declarações à LUSA, que o acordo “permite que companhias chinesas possam voar para Moçambique” e moçambicanas para a China.
“Macau é um ponto privilegiado”, disse Manuel Veterano, sublinhando que o acordo que será assinado com a China pretende que “companhias aéreas dos dois países possam usar a plataforma que Macau oferece para troca de turistas entre ambos”.
O presidente dos Aeroportos de Moçambique avançou existirem “companhias que querem fazer o transporte de tráfego e carga entre Xangai e Maputo”, mas escusou-se a avançar quais por as “negociações ainda decorrerem”.
O responsável salientou que o acordo sobre transporte aéreo com a China insere-se nas prioridades do Governo moçambicano que, em 2007, designou o turismo como o principal sector económico a desenvolver, objectivo que passa por uma estratégia de abertura do espaço aéreo do país e que já abrangeu acordos semelhantes com Portugal e Brasil.
Manuel Fernando Veterano realçou num seminário do Fórum Macau, no âmbito da conferência de aeroportos da China e lusofonia, que a empresa que preside “é um bom exemplo da cooperação” entre o gigante asiático e os países de língua portuguesa.
“Desde 2005 que contamos com financiamento chinês para a remodelação do aeroporto de Maputo, cuja primeira fase foi concluída com um novo terminal internacional e a segunda fase irá também contar com financiamento chinês, um total de 65 milhões de dólares para a construção de raiz de um novo terminal doméstico”, disse.
O responsável observou que o “projecto é de uma empresa chinesa e os equipamentos instalados no aeroporto de Maputo são de origem chinesa”.
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