Estragos de 1 e 2 de Setembro: Empresas refazem-se e pedem mais segurança



Escrito por Jornal Noticias
Quinta, 16 Dezembro 2010 08:02

Empresas sedeadas no município da Matola, por sinal o maior parque industrial do país, estão a refazer-se dos danos causados nas manifestações de 1 e 2 de Setembro, mas, ainda assim, continuam a operar abaixo das suas capacidades.
Muitas empresas tiveram de reequipar as suas fábricas, adquirindo novos equipamentos, porque o que lá existia foi saqueado por populares que protestavam contra o aumento do custo de vida.
Esta informação foi prestada ontem pelos agentes económicos ao vice-ministro do Interior, José Mandra, no início de uma visita de trabalho à província do Maputo.
Na ocasião, os empresários solicitaram que fosse agilizada a abertura de mais um posto policial com o objectivo de reforçar a segurança não só da população, como para responder prontamente às solicitações de protecção das empresas da Matola.
A visita está centrada no posto administrativo da Machava, uma das áreas relevantes em termos de presença de parque industrial.
Os agentes económicos solicitaram e comprometeram-se a colaborar com a Polícia na abertura do referido posto policial na zona da Machava-Socimol.
José Mandra congratulou-se com o gesto, tendo apontado que o Ministério do Interior tem vindo a fazer um grande esforço na expansão de esquadras e postos policiais, razão por que, nas suas palavras, a colaboração evidencia o bom relacionamento entre os sectores público e privado.
“Sendo o maior parque industrial e com empresas que contribuem para a economia nacional, há que tomar medidas para que os empreendimentos não sejam alvo de sabotagem. Acatámos a proposta e vamos trabalhar nela o mais rápido possível” – disse Mandra.
A Fizz e Socimol, por exemplo, calculam as perdas resultantes das manifestações em 40 milhões de meticais e 100 mil dólares, respectivamente.
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