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COMÉRCIO - RAS perdoa dívida cubana

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O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, que quarta-feira efectuou uma visita oficial a Cuba, anunciou que o seu Governo perdoou uma dívida de 100 milhões de euros a Havana, mostrando-se disposto a abrir novas linhas de crédito “para incentivar o comércio bilateral”. As novas linhas de crédito para entidades com laços económicos com Havana anunciadas por Zuma ascenderão a 210 milhões de randes (equivalente a pouco mais de 21 milhões de euros).

“Este novo instrumento, financiado pela Corporação para Garantias de Crédito à Exportação, dará garantias aos exportadores sul-africanos que trabalham no mercado cubano, estando as modalidades de crédito nele envolvidas e a cobertura legal a serem discutidas neste momento”, revelou em comunicado o ministro do Comércio e Indústria, Rob Davies.

Durante a visita oficial a Cuba o presidente Jacob Zuma anunciou igualmente uma contribuição do seu governo da ordem dos 40 milhões de randes (4 milhões de euros) destinada a reconstruir infra-estruturas agro-pecuárias destruídas na ilha por um furacão em 2008.

A dívida agora perdoada por Pretória é relativa a compras de motores diesel efectuadas por Havana na década de 1990 e que nunca foram pagas.

Segundo o ministro Rob Davies, “não é que Cuba não tenha capacidade para pagar a dívida, o que acontece é que ela é neste momento um obstáculo a novas trocas comerciais porque os exportadores exigem garantias quando o limite de crédito é ultrapassado”.

O presidente Zuma foi distinguido em Havana pelo seu homólogo Raul Castro com a mais alta condecoração cubana, a medalha José Marti.

Cuba tem laços históricos com o partido no poder na África do Sul, o Congresso Nacional Africano, ao qual Jacob Zuma preside desde 2008.

Para além de ter dado apoio de vária ordem ao ANC na luta contra o regime do “apartheid”, Havana destacou para Angola nos anos 80 milhares de efectivos militares e material de guerra para ajudar o governo do MPLA e os guerrilheiros sul-africanos então baseados no país nas batalhas contra forças invasoras sul-africanas.

O regime de minoria branca, então acossado pelas forças anti-“apartheid” e pelo avanço do comunismo em África, invadiu Angola em grande escala em 1986 e em Junho desse ano travou a maior batalha que se verificou em África desde a Segunda Guerra Mundial (no Cuito-Cuanavale), sendo as suas forças repelidas por milhares de soldados angolanos e cubanos, apoiados por Mig’s 23 e artilharia pesada.

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