Até 2011: UE e Mercosul podem firmar acordo comercial



Escrito por Jornal Noticias
Quinta, 09 Dezembro 2010 10:11

A União Europeia e os países do Mercosul acreditam que podem fechar um acordo de associação comercial até ao Verão de 2011, com ambas as partes a considerarem que as negociações, relançadas em Maio passado, estão a avançar “bem”.
Segundo a LUSA, os receios de alguns países europeus sobre os efeitos que um acordo com a organização sul-americana (composta por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai) pode ter na sua agricultura constitui de momento o maior obstáculo a um acordo, que todavia está “agendado” por ambas as partes para meados do próximo ano.
O “dossier” poderá conhecer novos desenvolvimentos por ocasião da próxima cimeira do Mercosul, agendada para 16 e 17 de Dezembro na cidade brasileira de Foz do Iguaçú, naquele que será o último grande evento regional do ano, depois da XX Cimeira Ibero-Americana, que se celebra sexta-feira e sábado na cidade argentina de Mar del Plata.
No entanto, os grandes avanços terão de ser obtidos nas quatro rondas negociais que, em Outubro passado, os dois blocos decidiram calendarizar até meados de 2011, e que foram já antecedidas de duas reuniões (em Junho e Outubro), celebradas na sequência da decisão de retomar negociações suspensas há largos anos.
A “reconciliação” entre as partes – o retomar de negociações suspensas desde 2004 – teve lugar em Maio, à margem de uma cimeira entre UE e América Latina e Caribe.
Desta cimeira, não são esperadas novidades em Mar del Plata, até porque apenas Portugal e Espanha estarão presentes do lado europeu, mas é natural que o rumo das negociações seja um assunto abordado à margem da Cimeira Ibero-Americana com os parceiros do Mercosul, já que tanto o bloco europeu como o sul-americano reconhecem a urgência, para ambas as economias, de um acordo de associação.
Do lado de Bruxelas, a expectativa é que esse acordo seja fechado antes das férias do Verão do próximo ano, objectivo já assumido pelo comissário do Comércio, Karel De Gucht, que, no entanto, terá de convencer os países europeus mais “zelosos” com a sua agricultura da necessidade de fechar as negociações, designadamente a França.
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