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PALOP e Timor-Leste analisam comércio mundial

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Quadros seniores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e de Timor-Leste encontram-se desde ontem, em Maputo, a discutir matérias relacionadas com o comércio internacional e a reflectir sobre como poderão beneficiar do comércio multilateral. Intervindo na cerimónia de abertura do  evento, por sinal o primeiro disponibilizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para os PALOP e Timor-Leste, o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, disse  que para que os respectivos países se beneficiem do comércio internacional, o evento deve constituir um fórum onde os participantes obtenham de forma concertada um conhecimento homogéneo dos mecanismos e instrumentos de suporte aos acordos que se estabelecem no âmbito da OMC.

“A OMC tem, de forma crescente, intervido junto aos países menos avançados na melhoria do seu desempenho e crescente participação no comércio global. Acreditamos que a promoção do crescimento rápido dos nossos países, sendo indispensável para a prossecução do bem-estar dos nossos povos, passa indispensavelmente pelo conhecimento dos instrumentos de comércio internacional, dada a cada vez maior interdependência entre os Estados e entre as economias”, disse o ministro.
Armando Inroga afirmou também esperar que o encontro a decorrer em Maputo permita aos participantes passarem a ter conhecimento e competências sobre o sistema comercial multilateral para assistirem as entidades “que esperam a vossa opinião para tomada de decisão, nos países que representam”.

De referir que as negociações na OMC têm exigido um relacionamento mais intenso entre as economias dos PALOP e Timor-Leste.

As regras que vão reger a produção e as trocas agro-industriais – tidas como relevantes para determinar o tipo de relacionamento Norte-Sul e os graus de proteccionismo (aberto ou camuflado); a questão do proteccionismo, tanto em relação ao acesso de economias emergentes aos mercados do Norte como às medidas de transição para economias pobres, que fazem parte dos 49 “países menos avançados” conforme classificação da Organização das Nações Unidas (ONU), são alguns dos aspectos que preocupam os PALOP e Timor-Leste.
O problema das patentes também ocupa, desde a Ronda de Doha (Qatar), um lugar de destaque, sendo de prever que se mantenham, pelo menos na área de produção de medicamentos, como outro ponto sensível para os PALOP.

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