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Reabilitação de infra-estruturas

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A Produção de electricidade pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa e pela Electricidade de Moçambique (EDM) irá registar, próximo ano, um decréscimo, reflexo de acções programadas de reabilitação das infra-estruturas. As intervenções irão incidir-se sobre as linhas de transporte de energia e subestações, bem como o arranque da reabilitação e modernização das centrais de Chicamba e Mavuze, na província de Manica, duas infra-estruturas pertencentes à EDM.

O concurso com vista à pré-qualificação do construtor foi lançado este ano. A reabilitação visa fundamentalmente prolongar o tempo de vida útil das centrais e aumentar os níveis de fiabilidade no fornecimento regular de energia eléctrica.

Os últimos dados revelados indicam que a restauração das duas centrais implica um investimento de 54 milhões de dólares, montante acima do inicialmente previsto.

Com efeito, segundo dados contidos no Plano Económico e Social (PES-2010), documento que deverá ser analisado pela Assembleia da República a partir da próxima semana, a produção de Cahora Bassa irá registar uma redução de 6,18 porcento em relação ao presente ano.

Enquanto isso, segundo os mesmos dados, a capacidade de geração de electricidade pela Electricidade de Moçambique deverá reduzir em cerca de 6,9 porcento.

Entretanto, a EDM prevê um crescimento na produção de energia térmica, tendo em conta o desempenho positivo esperado na geração de electricidade a partir de gás natural, na província de Inhambane.

Todavia, segundo a proposta do Plano Económico e Social, a previsível queda da produção de electricidade não irá afectar os planos nem da electrificação rural, nem da expansão da rede de abastecimento nas cidades e vilas do país.

Moçambique é visto como sendo parte de solução para o défice de energia eléctrica na região da África Austral, daí que o Governo esteja a desdobrar-se em acções tendentes à atracção de investimento para a materialização de vários projectos neste sector.

São exemplos disso as acções tendentes à construção da barragem hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa e três centrais termoeléctricas a carvão e a gás, nas províncias de Tete e Inhambane.

No caso concreto de Mphanda Nkuwa, o fecho financeiro para a sua construção está previsto para o próximo ano. O projecto é avaliado em 1,65 bilião de dólares norte-americanos e tem capacidade para gerar 1500 mW.

A implantação de Mphanda Nkuwa irá seguir um modelo de financiamento designado project finance, o que significa que Moçambique irá beneficiar da infra-estrutura sem endividamento do Estado.

Enquanto isso, as duas centrais termoeléctricas da província de Tete poderão gerar 2000 mW, sendo 1500 mW pela central projectada pela Vale e 500 mW para a de Benga.

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