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Grupo Saudita injecta 100 milhões no turismo

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O “GRUPO Aujan” vai investir cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos na Ilha de Santa Carolina, Arquipélago do Bazaruto, na província de Inhambane. Segundo o presidente da companhia de capitais sauditas, Adel Aujan, o projecto será implementado a parir do próximo ano, devendo ser concluído em 2013. Adel Aujan falava à margem do “Fórum de Investimento Golfo-África 2010”, no qual Moçambique participa com uma delegação chefiada pelo Presidente Armando Guebuza.

O projecto consiste na construção de um hotel, apartamentos e uma estância de férias completa, incluindo todos os requisitos necessários e de alta qualidade para competir com referências mundiaiss como as Maurícias, Seichelles, Maldivas e Bali.

Segundo Aujan, a Ilha de Santa Carolina possui a vantagem de estar localizada a duas horas do Aeroporto de Joanesburgo, que lhe coloca numa excelente posição para competir com os países antes referidos.

A implementação do projecto estará a cargo da Rani Resorts, uma subsidiária do Grupo Aujan, e que já se encontra a operar cinco estâncias turísticas em Moçambique, incluindo o seu estandarte Indigo Bay Resort Spa, no Arquipélago do Bazaruto, e que é considerado pela “Tatler”, uma revista da especialidade, como sendo um dos 100 melhores Spa no mundo inteiro.

Outros investimentos da Grupo Aujan incluem o Lugenda Wilderness Camp (campo do mato de Lugenda), na província do Niassa, o Pemba Beach Hotel e as estâncias turísticas de Matemo e Medjumbe, ambas localizadas no Arquipélago das Quirimbas, na província nortenha de Cabo Delgado.

O presidente do Grupo Aujan possui uma indisfarçável paixão por Moçambique e não perde nenhuma oportunidade para manifestar esse sentimento publicamente.

O testemunho disso é um artigo publicado na edição de sábado no “Arab News”, um jornal editado em Riade, onde ele afirma categoricamente que “Moçambique está a ganhar contornos para se tornar na maior estrela de África”.

A AIM quis ouvir das suas próprias palavras uma explicação para a sua inclinação por Moçambique, tendo Aujan dito “eu realmente gosto de Moçambique e também do seu povo, por causa dos laços históricos e praias lindíssimas”.

A Rani Resorts já se encontra a operar em Moçambique há cerca de 10 anos, sendo uma das companhias pioneiras na área do turismo, uma decisão que o seu presidente considera ter sido um sucesso total.


GUEBUZA NO GOLFO ENALTECE AGRICULTURA

O Presidente Armando Guebuza convidou sábado, em Riade, a capital do reino saudita, os empresários dos países membros do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) a investir no país, sobretudo na área da agricultura.

Fundado em 1981, o GCC integra o Bahrein, Kuwait, Oman, Qatar, Arábia Saudita e os Emiratos Árabes Unidos.

Falando durante a sessão de abertura do “Fórum de Investimento Golfo-África 2010”, um evento de dois dias, Guebuza citou um relatório compilado pelo Centro de Pesquisa do Golfo (GRC) de Setembro de 2008, que aborda a questão da segurança alimentar para os países do GCC.

“Nós ficamos satisfeitos em observar que as conclusões e recomendações do relatório referem que Moçambique poderá ser um destino importante dos investimentos na agricultura para países do GCC que estão a busca da sua segurança alimentar”, disse Guebuza.

De acordo com Guebuza, Moçambique possui uma diversidade micro-climática que permite a produção de quase tudo no seu solo.

A importância que Moçambique confere à agricultura levou o Governo a embarcar na “revolução verde”.

A agricultura desperta um interesse particular para os países do GCC, cuja inflação está fortemente associada à volatilidade dos preços de alimentos no mercado internacional.

Por isso, este problema constitui um dos maiores desafios para os países do Golfo que, segundo a Organização da Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), deverá passar a importar cerca de 60 porcento das suas necessidades até finais de 2010.

Este facto é exacerbado pelo seu crescimento demográfico, que deverá duplicar de 30 milhões de habitantes em 2000, para atingir 60 milhões em 2030. Esta situação terá um impacto na disponibilidade de água para a produção agrícola.

Na ocasião, o estadista moçambicano fez um breve historial de Moçambique, vincando que o país vive em completa harmonia, onde muçulmanos, católicos, hindus e cidadãos de outras crenças religiosas coabitam num ambiente de paz.

Sobre o desempenho de Moçambique, Guebuza explicou à sua audiência que o país tem vindo a registar uma média de crescimento económico anual de 7,5 porcento há cerca de uma década, caracterizado por um índice de inflação muito baixo.

Por isso, as avaliações internacionais sobre Moçambique desenham um cenário muito positivo.

Como testemunho disso, acrescentou Guebuza, Moçambique regista uma melhoria no Ranking sobre o Ambiente de Negócios (Doing Business Report 2010), tendo passado da 135ª para a 126ª posição.
Mais Investimentos para o Arquipélago do Bazaruto


MOÇAMBIQUE ABRE PORTA

“Moçambique é um país riquíssimo. Por isso, as oportunidades de investimento são infinitas. Investidores do mundo inteiro têm estado a convergir para Moçambique para investir nos vários sectores de actividade”, disse Guebuza.

O Chefe do Estado moçambicano explicou que o Governo introduziu uma série de reformas para outras melhorias no ambiente de negócios, tais como uma Lei de Trabalho mais flexível, um novo Código Comercial, um novo Código Fiscal para beneficiar os investimentos e um mecanismo mais célere para o licenciamento de novas empresas.

O estadista moçambicano também reconheceu os desafios que Moçambique enfrenta na área de infra-estruturas.

“Neste contexto, destacamos que temos um potencial de investimentos na construção de estradas e linhas-férreas, usando como modelo parcerias público-privadas. Também existe um enorme potencial na área de produção de energia eléctrica, combinando as energias solar, eólica e hidroeléctrica”, disse o Presidente Guebuza.

No evento, o Continente Africano faz-se representar pelos chefes de Estado e de Governo de Moçambique, Benin, Zâmbia, Quénia, Senegal e Gana. Também estarão presentes ministros e membros seniores dos Governos de outros países africanos, incluindo a África do Sul.

O encontro, organizado pelo Instituto de Investigação do Golfo (GRC) em parceria com o Conselho das Câmaras do Reino da Arábia Saudita (CSC), tem como objectivo debater exclusivamente as relações económicas e examinar as oportunidades de investimento entre os países do GCC e os países da região da África Sub-Sahariana, tendo como enfoque o ambiente de negócios, financiamento e comércio bilateral, agricultura, recursos minerais, energia, infra-estruturas e telecomunicações.

Na sua deslocação à Arábia Saudita, o Presidente da República faz-se acompanhar dos ministros da Agricultura, José Pacheco, e dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula.

Moçambique também deverá se fazer representar no evento por uma delegação do Centro de Promoção de Investimentos (CPI) e da Confederação das Associações Económicas de Moçambique.

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