Pode crescer 7,7 porcento em 2011



Escrito por Jornal Noticias
Sexta, 03 Dezembro 2010 08:05

A Economia moçambicana deverá contrariar a tendência de desaceleração prevista para as economias dos países desenvolvidos como os Estados Unidos da América, Japão e da Zona Euro e de alguns países emergentes.
No próximo ano, o Produto Interno Bruto (PIB) moçambicano deverá crescer 7.7 porcento.
O académico brasileiro Cláudio Frischtak, falando esta semana em Maputo, sobre o “Desenvolvimento Económico, Redução da Pobreza e da Desigualdade em Anos Recentes”, disse que em 2011, “os novos pólos”, como a China, Índia e Brasil são as economias que deverão liderar o crescimento mundial, “com base numa dinâmica virtuosa do mercado interno e numa grande entrada de capitais”.
Relativamente ao nosso país, Cláudio Frischtak, explicou que Moçambique poderá se beneficiar da subida do preço das ‘commodities’ (matérias-primas) no mercado internacional.
“Há uma demanda muito grande das ‘commodities’ no mercado internacional e isso vai prosseguir nos próximos 10, 15 ou 20 anos, com benefícios não só para o Brasil, Austrália e África do Sul, mas também para Moçambique”, disse Cláudio Frischtak.
A fonte, que dissertava na Conferência Millennium BIM, que este ano decorreu sob o lema “Pobreza e Desenvolvimento Económico, o Caso de Moçambique”, afirmou que a subida dos preços das commodities está sendo fortemente influenciada pelo desempenho económico da China.
“Historicamente os preços das commodities eram altamente correlacionados com a taxas de juros, ou seja, o crescimento da economia mundial puxava a inflação. A partir dos anos 2001/2002, procedeu-se a abertura da boca do jacaré pela China, caracterizada por um aumento muito rápido dos preços das commodities com juros relativamente baixos”, explicou.
Acrescentou que esse fenómeno acontece porque “estamos a observar uma experiência singular na história económica do mundo que é um crescimento aceleradíssimo de uma grande economia que é a chinesa”.
“A economia chinesa cresce a uma média de 9 a 9,5 porcento nos últimos 30 anos e não há precedência para um crescimento continuado com esses níveis”, afirmou.
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