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Moçambique vai continuar a apostar no aumento da produção de castanha de caju

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Moçambique vai continuar a privilegiar a produção de castanha de caju, através da distribuição de mudas e combate a doenças que afectam os cajueiros, disse em Maputo o director nacional adjunto do Instituto de Fomento do Caju (Incaju).

Citado pelo diário estatal Notícias, de Maputo, Raimundo Matule disse que a curto prazo a prioridade do governo é triplicar os actuais níveis de distribuição que variam entre 1,3 milhões e 1,5 milhões de plantas.

Ao anunciar a realização este mês da V Conferência Anual da Aliança Africana do Caju, Matule disse ainda que Moçambique não dispõe de produtos de investigação aplicada em quantidade suficiente, razão por que está a distribuir apenas quatro variedades de cajueiro, numa altura em que países como a Índia têm por volta de 50 variedades.

No que respeita à comercialização, Raimundo Matule reconheceu algumas deficiências de articulação com as entidades locais com vista a um processo regrado, mediante a aplicação do regulamento sobre a matéria, nomeadamente a venda da castanha em função da sua qualidade.

Actualmente as necessidades da indústria nacional de processamento em termos de matéria-prima estão fixadas em cerca de 40 mil toneladas, o que significa que o país é obrigado a exportar em bruto cerca de 50 mil toneladas.

Moçambique exporta castanha de caju para alguns países da União Europeia, Estados Unidos da América, África do Sul e, recentemente, para alguns mercados do Médio Oriente.

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