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PESCA - Maputo produz mais peixe em viveiro

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Os viveiros piscícolas a ser instalados nos distritos de Marracuene e Manhiça, província do Maputo, deverão fornecer ao mercado cerca de 60 mil toneladas anuais de pescado para alimentar o mercado interno e as exportações. Para o efeito, foi já constituída uma empresa mista congregando capitais mauricianos, sul-africanos e moçambicanos, designada Mozpeixe, que está a trabalhar nos detalhes burocráticos para o avanço do projecto. Apontados como os maiores no sector da aquacultura no país, os investimentos deste projecto atingem 1.2 bilião de dólares norte-americanos.

O investimento compreende a aquacultura, o fomento da produção de peixe junto da população e uma componente agrária para a produção de ração, segundo esclareceu Raj Virahsawmy, do Alto-Ccomissariado das Maurícias em Maputo.

Segundo a fonte, já foi identificado o local proposto para o projecto e no próximo ano deve estar concluído o estudo de viabilidade e de impacto ambiental para ser entregue ao Centro de Promoção de Investimentos.

Estes dados foram apresentados no contexto da visita que o ministro das Pescas, da República das Maurícias, Louis Joseph Mally, recentemente efectuou a Moçambique. Os dois países concordaram que devem avançar rapidamente na materialização dos projectos na área das Pescas compreendendo a troca de experiências, formação de peritos, partilha de infra-estruturas e atracção de investimentos para o sector. Para o efeito, foi constituído um comité de acompanhamento que visa fazer valer o acordo assinado entre as duas partes.

De acordo com o Ministro das Pescas, Victor Borges, este é apenas um projecto, mas o Governo está interessado em atrair mais investimentos para o sector que deve suplantar as 150 mil toneladas de pescado exploradas em 2009, que estão abaixo do potencial de pesca declarado.

Para além do potencial em aquacultura em que estão disponíveis 80 mil hectares ao longo da costa e 250 mil no interior (rios, lagos e lagoas), Moçambique convidou a missão empresarial mauriciana a investir no sector da captura de carapau e sardinha, cujo potencial está avaliado em 80 mil toneladas anuais, para além de cem mil toneladas por ano de peixe de fundo que ocorre particularmente no Banco de Sofala (entre Machanga e Mogincual).

Desde a sua independência, em 1968 as Maurícias passaram de um país pobre, baseado na agricultura e com índice de desemprego elevado para uma economia relativamente próspera e diversificada. Durante a maior parte deste período o crescimento anual tem sido entre 5 e 6 porcento. As Maurícias têm o segundo maior PIB em África.

A pesca de atum é responsável por cerca de 40 porcento das capturas anuais e fornece a matéria-prima para a produção de conservas. O sector das Pescas emprega aproximadamente 11 mil pessoas.

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