TETE - Incrementa-se produção e comercialização do carvão



Escrito por Jornal Noticias
Quinta, 25 Novembro 2010 09:55

A província de Tete vai conhecer no próximo ano um incremento das actividades de produção e comercialização de carvão mineral extraído nas galerias abertas em vários pontos da bacia carbonífera de Moatize pelas empresas Vale e Riversdale Mining, Ltd.
Para além da actividade de mineração, a província vai igualmente registar outros avanços no concernente à produção de energia eléctrica tal como afirmou a directora provincial dos Recursos Minerais e Energia, Adelaide Pedro.
O Governo moçambicano celebrou com a empresa brasileira Vale um acordo de concessão para a exploração do carvão de coque na bacia carbonífera localizada no distrito de Moatize por um período de 35 anos. Adriano Ramos, gerente de Comunicação e Desenvolvimento da empresa disse acreditar que as operações a iniciarem nos meados do próximo ano venham a constituir a maior estação de produção de carvão mineral no mundo.
Para o efeito, de acordo com a fonte, a Vale investiu desde Dezembro do ano passado cerca de 450 milhões de dólares norte-americanos tendo empregue em várias subempreitadas 3600 operários de construção na fase da instalação da empresa. Acrescentou que uma vez concluída a fase de instalação, a empresa vai empregar cerca de 1000 trabalhadores de mineração.
Sabe-se no entanto que em 2012 as operações da Vale vão corresponder a oito porcento do Produto Interno Bruto (PIB) ao mesmo tempo que a royalties e impostos vão constituir 15 porcento da receita pública e a nível local. Espera-se que a empresa possa gerar cerca de 12 mil empregos directos e indirectos, para além da formação profissional e criação de oportunidades para pequenas e médias empresas.
Entretanto, uma outra empresa de mineração, a Riversdale Mining, Ltd da Austrália que está em Moçambique desde 2006 está a desenvolver o projecto de carvão de Benga numa joint-venture com a firma indiana Tata Steel, Ltd na bacia carbonífera de Moatize. O empreendimento a arrancar nos meados do próximo ano vai produzir até 2 milhões de toneladas de carvão de coque por ano.
Adelaide Pedro disse que para além dos investimentos da Vale e da Riversdale Mining, existem outras concessões para a exploração de outros minérios na província que podem levar à mineração comercial, destacando African Queen Mines, Baobab Resources Plc e Coal India, Ltd, que estão a fazer a prospecção de ouro, ferro, vanádio e titânio, além do carvão de coque.
A directora dos Recursos Minerais e Energia, referiu que existe um novo investimento para a geração de electricidade na província de Tete, a destacar os quatro mega-projectos em estações hidroeléctricas movidas a gás e carvão.
“A realizarem-se estes projectos, podem aumentar, consideravelmente, as exportações de electricidade do país e facilitar a electrificação das casas e dos pequenos negócios. Os planos para estes mega-projectos, incluem a construção de uma estação hídrica adjacente a que já existe na barragem da HCB no Songo, com uma capacidade nominal de produção de energia de 850-1250 MW, a barragem de Mphanda Nkuwa a jusante da HCB com custos e capacidade estimados em 1.800-2800 milhões de dólares norte-americanos com uma produção estimada em 1500-2500 MW”, disse.
O desenvolvimento do projecto de energia térmica de Benga, de 500 MW pela Riversdale Mining e o parceiro Tata Steel, a construção de uma outra estação térmica de 600 MW pela Vale e ainda, o Banco Mundial está a apoiar um projecto regional de desenvolvimento de transmissão de energia eléctrica, que progressivamente vão ligar os projectos propostos de carvão e hídrico às redes de electricidade no país e na África do Sul.
Comentar
- Os comentários publicados no “site” são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.
- Ao comentar declara que todos os conteúdos por si enviados não infringem direito de terceiros e assume ser o único e exclusivo responsável por eventual prejuízo causado a terceiros.
- O conteúdos dos comentários não exprimem de forma alguma a opinião do Zambézia Online e muito menos a manutenção de tais conteúdos no “site” poderá ser considerada como uma concordância do Zambézia Online com relação a tais conteúdos.