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Carvão de Moatize: Não há razões para atrasar escoamento

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A Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, disse ontem, não haver razões para atrasar o escoamento do carvão de Moatize, província de Tete, prevista para arrancar no primeiro semestre de 2011. A ministra Esperança Bias, que falava ao “Notícias” em Maputo, no intervalo de um seminário sobre investimentos, disse que os ministérios dos Recursos Minerais e Transporte estão a trabalhar para que o projecto inicie na data prevista. “Há uma ligação e um trabalho muito forte entre os dois ministérios visando garantir que todas as infra-estruturas estejam disponíveis quando forem solicitadas para o arranque do escoamento da produção de Moatize”, disse a ministra.

Na sua edição de quarta-feira última, o jornal “O País”, cita o presidente da mineradora brasileira Vale, Roger Agnelli, a colocar a possibilidade de se comprometer o início da operação do escoamento do carvão de Moatize. O atraso estaria a ser originado pela falta de consenso entre a Vale e a concessionária da linha-férrea de Sena, a indiana RITES, relativamente as tarifas que deverão ser cobradas pelo uso daquela infra-estrutura.

De acordo com a fonte, o atraso do início da operação do escoamento poderá acontecer se prevalecer a falta de consenso, na medida em que, numa primeira fase, só a linha de Sena estará disponível para o escoamento da produção de Moatize.

Entretanto, questionada sobre se qualquer uma das empresas teria se aproximado do Governo para alertar sobre o risco da operação não iniciar no período previsto, a ministra Esperança Bias, respondeu negativamente.

“O que posso lhe dizer é que não tenho qualquer conhecimento do adiamento ou atraso do início do projecto”, disse a ministra dos Recursos Minerais.

Numa primeira fase, ainda de acordo com o jornal “O País”, a Vale deverá escoar cerca de 5 milhões de toneladas de carvão através da linha de Sena, enquanto aguarda a conclusão da linha de Nacala, na qual é também accionista. O projecto de carvão de Moatize, prevê um investimento de 1,3 bilião de dólares, tendo a Vale já investido mais de dois milhões de dólares. A exploração do carvão de Moatize vai significar a entrada para o país de um montante anual que se situa entre 600 milhões e um bilião de dólares norte-americanos.

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