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A propósito da estrada Chimanganine/Mandlakaze

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SR. DIRECTOR!
A redução da pobreza rural passa, necessariamente, pela criação de oportunidades reais de acesso às ferramentas e espaços de investimento, produção e comercialização agrícola no meio, bem como é necessário conceber e aplicar modelos eficientes de planificação territorial, descentralizados e democráticos que tomem em consideração aspectos do desenvolvimento produtivo, social, cultural e ecológico das regiões ou espaços rurais e as suas múltiplas inter-relações com os centros urbanos, com a comunidade nacional e por que não internacional.
A concepção vigente de distrito como pólo de desenvolvimento é assente na perspectiva apresentada por Bangura it in Mosca (2005:510), que aponta a importância dos serviços públicos fornecidos pelo Estado como elemento de coesão e estabilidade nacional. O investimento público em infra-estruturas e serviços, regulação do estado de actividades económicas e na administração da justiça, a criação de processos convergentes nas acessibilidades dos cidadãos às necessidades básicas, entre muitos aspectos, parecem ser funções que não interessam ao sector privado nacional e ao investimento estrangeiro. São indispensáveis e parecem não haver alternativas à intervenção do Estado.

Aqui estão duas abordagens sobre distrito como pólo de desenvolvimento, mas nos interessa a que olha “o distrito pólo como o local onde se agrega em si uma concentração de actividades económicas e infra-estruturas, que atrai um volume de investimento relativamente a outros distritos e que pela sua posição geográfica ou vantagens económicas comparativas, toma em si a dinamização de região ou distritos vizinhos”.

Temos que admitir que existe alguém que não quer ver Mandlakaze a sair da miséria, mas temos que descobrir quem é de facto? Todos os distritos da zona sul da província de Gaza têm os Transportes Públicos de Maputo (TPM), mas Mandlakaze não! Por causa da estrada de terra batida? Há quem diga que a culpa disso tudo é por ser terra dos heróis do país e ser distrito considerado por si um património histórico-cultural e não pode ser modificado! Então vamos transferir os factos para desenvolver aquele distrito rico em castanha de caju e recursos minerais.

No perfil do distrito, edição 2005, encontramos como constrangimentos de acção governativa do distrito: não alocação de fundos de investimento para manutenção de vias de acesso; falta de fundos de investimentos para manutenção dos sistemas de água e dos furos nas aldeias; falta de infra-estruturas de educação e saúde para a população do distrito; falta de viatura para administração e motorizadas para os chefes dos postos administrativos e falta de um programa de construção para atender o crescimento do Aparelho de Estado naquele distrito. Se formos a Mandlakaze hoje depois de cinco anos continuam os mesmos constrangimentos, mas quem está por detrás deste retrocesso todo? Temos que encontrar o responsável!

Estamos a pedir por favor pelo menos asfaltarem a via até a praça dos Heróis. Mandlakaze parece que está no mesmo sítio desde que acabou a guerra, que também parece que só veio para escangalhar aquele distrito. A questão é: até quando a estrada Chimanganine/Mandlakaze? Há muitos que pretendem abrir armazéns de castanha de caju, mas sempre adiaram poupando seus camiões. Um dia Mandlakaze vai pedir estrada, através de outras vias que muitos não vão gostar quando isso acontecer! Até quando o fim da “comida pelo trabalho” na reabilitação e manutenção daquela estrada que liga Mandlakaze e outros pontos da província?

Hoje há populares que preferem deixar seus terrenos cheios de capim e sem limpeza porque maior parte dos talhões são de dirigentes.
Mandlakaze tem de sair da pobreza sim, por isso pedimos a colaboração de todos.

Autor:SAMUEL CHACATE


Fonte:Jornal Noticias

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