CRISE - RAS apela ao consumo moderado de energia



Escrito por Jornal Noticias
Sexta, 05 Março 2010 07:26

O Governo sul-africano lançou um apelo ao público consumidor para reduzir, no máximo, o consumo de electricidade, pelo menos em 10 por cento, como parte dos esforços do Executivo visando fazer face a crise de energia que afecta o país.
O Executivo do Presidente Jacob Zuma acredita que se a medida for acatada vai significar o aumento dos níveis das reservas de energia em cerca de 13 por cento.
O Ministro na Presidência para a Comissão Nacional do Plano da África do Sul, Trevor Manuel, considera que a crise de energia eléctrica que tem vindo a ter os seus efectivos negativos na economia sul-africana e na vida do publico deve ser abordada com toda seriedade.
A África do Sul, cujo grosso de energia que consome recebe da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, em Tete, Centro de Moçambique, enfrenta crise de electricidade desde 2007.
Falando esta semana em Pretória, a capital política, Trevor Manuel afirmou que os sul-africanos viviam convencidos de que tinham energia suficiente mas que a realidade mostra o contrário.
Depois de um encontro com o vice-Presidente sul-africano, Kgalema Motlanthe, Manuel disse que a abordagem que deve ser feita sobre este recurso, tão importante para a economia, exige de todos a mudança de postura.
“Havera reajuste do preço de electricidade”, revelou.
Manuel sublinhou que os sul-africanos precisam de analisar as propostas feitas pela companhia nacional de produção e distribuição de electricidade 'Eskom' de aumentar em 35 por cento o preço de electricidade nos próximos três anos.
Defendeu que o problema de provimento e consumo de energia deve ser analisado com toda seriedade, se possível de três em três meses.
Considerou de prematuro discutir o incremento proposto pela Eskom antes da Autoridade Reguladora de Energia da África do Sul (Nersa) se pronunciar.
Ele exortou os sul-africanos a participarem nos esforços de busca e exploração de soluções alternativas como o uso da energia solar.
O Ministro na Presidência para a Comissão Nacional do Plano revelou que o Governo alocou ao sector de energia 60 mil milhões de randes, para além de um outro valor adicional avaliado em 125 mil milhões de randes.
O sector privado e público geral são também chamados a envolver-se nos esforços destinados a assegurar o fornecimento deste recurso, vital para a economia do país.