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Migração digital: Moçambique opta pelo DVB-T

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O nosso país acaba de optar, no processo de migração do analógico para o digital na transmissão dos sinais de rádio e televisão, pelo modelo DVB-T (Transmissão Digital de Vídeo – Terrestre) europeu, não escolhendo deste modo o ISDB-T (Serviço Integrado de Transmissão Digital – Terrestre, na sigla em Inglês), japonês.

A escolha do modelo europeu é o culminar de um processo longo de negociações e concertações não só no interior do país mas em instâncias como a Comunidade de Países da África Austral (SADC), que, em bloco, aconselhou às instâncias internacionais a opção pelo modelo europeu, devido às aparentes vantagens para a realidade económica, entre outros aspectos, dos países.

 

O modelo DVB-T já foi testado com sucesso em vários países africanos, tendo sido um dos principais palcos desses testes a África do Sul, onde principais canais de televisão e empresas de distribuição de sinal por cabo ou satélite aplaudem-no, ao mesmo tempo que recomendam-no aos outros países.

Para assistir à televisão digital, aberta, em UHF e gratuita o telespectador precisa de um receptor, vulgarmente conhecido como descodificador, à semelhança dos usados pelos canais de televisão codificados (por exemplo DSTV ou Tvcabo, que aliás já usam, no nosso país, o DVB).

 

TESTES DO DVB-T NO SOWETO

Entretanto, quase todos os países africanos já se decidiram pelo DVB-T. Moçambique, ao anunciar agora a sua opção – tal como o fizeram ou estão em vias de fazê-lo outros países da SADC –, está a caminhar pela opção única do bloco regional.

A migração para a transmissão digital deverá estar completa em 2015. Enquanto isso, os países vão fazendo estudos para tomar opções ou ensaios de viabilidade técnico-financeira. A vizinha África do Sul testou em finais do ano passado no Soweto, arredores de Joanesburgo, o DVB-T, numa acção conjunta dos canais televisivos M-net e E-tv. Segundo disseram as autoridades locais de telecomunicações, este teste decorreu com sucesso, na medida em que “esta foi claramente a melhor opção em todos os pontos de vista”.

Um alto engenheiro da Multichoice, empresa que explora a televisão codificada e que escolheu o modelo europeu como referência, explicou que tanto do ponto de vista de especificações técnicas como de acessibilidade para os clientes este é bastante vantajoso.

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