Escrito por Jornal Noticias Segunda, 17 Janeiro 2011 07:24
Contudo, o grupo de investigadores reconhece os benefícios do leite materno, mas defende que este deve ser completado com outros alimentos.
No estudo, citado pelo diário luso, Público, investigadores da Grã-Bretanha, conduzidos por Mary Fewtrell, do Instituto de Saúde Infantil da University College of London, fizeram uma revisão da evidência científica que suporta as actuais orientações sobre aleitamento e consideraram que é altura de ponderar os pressupostos. De acordo com as conclusões do grupo, apesar dos benefícios da amamentação, o facto de o bebé só mamar durante seis meses pode não ser do seu pleno interesse no que diz respeito, por exemplo, a introduzir outro tipo de alimentos ou a desenvolver algumas patologias e alergias.
Em 2002, a OMS estabeleceu recomendações mundiais no sentido de os bebés serem exclusivamente alimentados com leite materno durante os seis primeiros meses de vida, podendo a amamentação prolongar-se como complemento até aos dois anos.
Muitos países ocidentais não seguiram estas recomendações mas, em 2003, a Grã-Bretanha, de onde são os autores do estudo, adoptou as guidelines da OMS, à semelhança de Portugal. Contudo, Fewtrell e os colegas defendem que a amamentação exclusiva deve ser sim recomendada nos países menos desenvolvidos, onde o acesso a água potável e a alimentos seguros é limitado, representando um risco superior para o bebé de morte ou doença.
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