Escrito por Jornal Noticias Terça, 08 Fevereiro 2011 07:06

De acordo com a France Press, que cita trabalhos científicos recentes, ao longo de 30 mil anos o volume médio do cérebro do homem moderno – Homo Sapiens - diminui cerca de 10 porcento, de 1.500 para 1.359 centímetros cúbicos, o equivalente a uma bola de ténis. O cérebro das mulheres, mais pequeno do que o dos homens, sofreu proporcionalmente a mesma redução. As medidas foram feitas a partir de cérebros encontrados na Europa, no Médio Oriente e na Ásia, explicou o antropólogo John Hawks, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
“Chamo a isto uma redução essencial e uma piscadela de olho à evolução”, declarou o especialista numa recente entrevista à revista 'Discover'.
Segundo alguns antropólogos, tal redução não é assim tão surpreendente, na medida em que quanto mais forte e musculado mais tempo leva a inteligência a controlar essa massa. O homem de Neandertal, um 'parente' do homem moderno desaparecido há 30 mil anos por razões ainda não totalmente clarificadas, era mais forte e tinha um cérebro maior. O homem Cro-Magnon, que pintou as paredes da caverna de Lascaux há cerca de 17 mil anos, foi o Homo sapiens com maior cérebro. Era igualmente mais forte do que os seus descendentes.
"Tais recursos eram necessários para sobreviver num ambiente hostil", sublinha David Geary, professor de psicologia da Universidade de Missouri (Estados Unidos) e autor de trabalhos sobre o desenvolvimento do cérebro humano ao longo dos anos.
Partindo desta constatação, o investigador estudou a evolução da dimensão do crânio, no período compreendido entre há 1,9 milhões e 10 mil anos atrás, e como os nossos antepassados viviam em processos sociais mais complexos.
Escrito por Jornal Noticias Terça, 08 Fevereiro 2011 07:02

A necessidade de se adaptar todos os anos a vacina da gripe às novas estirpes do vírus, que ocorrem inverno após inverno, pode ter os dias contados. Uma equipa do Instituto Jenner, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, está a desenvolver uma nova vacina capaz de combater todas as estirpes sem ter de ser alterada. Os primeiros testes em pessoas tiveram bons resultados.
O jornal britânico Guardian conta que a equipa liderada por Sarah Gilbert escolheu uma nova abordagem para o desenvolvimento desta nova vacina, que usa proteínas dentro do vírus da gripe que são comuns a todas as estirpes, ao contrário do que acontecia com as vacinas actuais que usavam proteínas à superfície do vírus, mais susceptíveis de se alterarem.
“O problema com a gripe é que temos várias estirpes e elas sofrem alterações constantes”, disse Adrian Hill, director do Jenner Institute de Oxford, ao Guardian. A nova vacina, adianta o investigador, podia poupar tempo, tornando mais eficaz o combate à doença, e poupar dinheiro, evitando o desenvolvimento de vacinas novas todos os anos.
Os primeiros ensaios clínicos com a vacina já ocorreram e, conta a equipa, de 11 voluntários, saudáveis, testados, com a estirpe H3N2 de tipo A – isolada em 2005 – mostraram que a vacina actuou conforme previsto. Os voluntários estavam protegidos e com o sistema imunitário mais activo do que o grupo de controlo. Os resultados ainda não foram publicados numa publicação científica mas já foram submetidos para publicação.
Graça Freitas, subdirectora-geral de Saúde e epidemiologista conta ao jornal português Público que esta tentativa de se fazer uma vacina, “todo-o-terreno” já não é nova, com várias equipas a tentar chegar lá. Mas que a dificuldade reside em encontrar uma proteína dentro do próprio vírus que não sofra mutações e que estimule o nosso sistema imunitário: “Era difícil encontrar uma proteína imunogénica dentro do vírus”, sendo que esta investigação de Oxford usa mecanismos de estimulação da nossa imunidade diferente das actuais: “As vacinas que temos estimulam a produção de anti-corpos e esta, em específico, activa células específicas do nosso sistema imunitário, as células-T, é um mecanismo diferente”.
Números redondos, conta a subdirectora-geral de saúde, os custos com novas vacinas da gripe, entre o que os utentes pagam e o que o estado comparticipa, ronda os 14 milhões de euros (o custo em geral da vacina é de oito euros e são produzidas aproximadamente 1,8 milhões de doses por ano).
Para a equipa britânica o ideal seria conseguir uma vacina da gripe que, tal como a vacina do tétano, é apenas reforçada de dez em dez anos.
“Se usarmos sempre a mesma vacina, seria tão fácil para as pessoas vacinarem-se contra a gripe como se vacinassem contra o tétano, seria uma vacinação de rotina e não se colocariam problemas de disponibilidade de doses, por exemplo”, disse a coordenadora da investigação Sarah Gilbert.
Escrito por Jornal Noticias Terça, 08 Fevereiro 2011 06:43

O Sol que se vê a partir da Terra parece um astro sossegado, mas é uma massa esférica de plasma com actividade magnética intensa. Até agora não existia uma imagem total do Sol, mas as duas sondas do projecto Stereo (Solar Terrestrial Relations Observatory) chegaram finalmente à sua posição final. Estão em locais opostos, a um ângulo de 180 graus, o que permite tirar fotografias complementares, em tempo real, dos dois hemisférios do astro.
“Isto é um grande momento para a física solar”, disse, em comunicado, Angelo Vourlidas, um membro da equipa. “O Stereo revelou que o Sol realmente é – uma esfera de plasma quente com um tecido intricado de campos magnéticos.
”As duas sondas Stereo (A e B) foram lançadas em Outubro de 2006. As suas viagens foram feitas em sentidos diferentes e ao longo do tempo as sondas foram tirando fotografias do Sol. As fotografias de 2 de Fevereiro obtiveram uma representação quase total do Sol, deixando apenas uma pequenina faixa de fora. Segundo a NASA, as fotografias dão uma representação total.
“Com esta informação, podemos girar em torno do Sol para ver o que se passa no horizonte sem nunca sairmos das nossas secretárias”, afirmou em comunicado Lika Guhathakurta, outra cientista que pertence ao programa Stereo. “Espero um grande avanço na física solar teórica e nas previsões do tempo do espaço”, disse a cientista, referindo-se à massa de partículas provenientes do Sol que alcançam a Terra. Se forem muito fortes, podem provocar fenómenos como auroras boreais ou um colapso dos sistemas de transmissão.
As sondas tiram fotografias em quatro comprimentos de onda diferentes, no extremo da radiação ultra-violeta. Desta forma, conseguem identificar acontecimentos importantes da superfície solar, como erupções, tempestades solares ou filamentos magnéticos. Uma terceira sonda pertencente ao programa Stereo, que orbita à volta da Terra, também está constantemente a fotografar o Sol, completando a informação vinda das Stereo A e B.
A partir de agora, os cientistas podem antecipar melhor os fenómenos que surgem na superfície do Sol e que influenciam a Terra.
“Actividades que se passam na região mais distante não nos apanharão mais desprevenidos”, explicou em comunicado Bill Murtagh, um cientista do Centro de Previsões do Tempo Espacial, no Colorado, que pertence à NOAA (sigla em inglês para a Administração Nacional para os Oceanos e Atmosfera).
“Com este modelo podemos também seguir as tempestades solares que vão em direcção aos outros planetas. Isto é importante para missões da NASA em Mercúrio, Marte ou asteróides”, acrescentou.
Por outro lado, com os dados obtidos a partir das fotografias vai ser possível relacionar fenómenos que acontecem em pontos distantes do Sol. Os cientistas há muito que suspeitam que a actividade solar pode estar interligada globalmente, com erupções solares distantes a influenciarem-se umas às outras.
“Há muitos puzzles fundamentais por trás da actividade solar”, disse Vourlidas.
“Ao monitorarmos todo o Sol, podemos encontrar peças que nos faltam". O projecto Stereo vai continuar durante os próximos oito anos.
Escrito por Jornal Noticias Segunda, 07 Fevereiro 2011 07:59

A Volkswagen está a apresentar o seu carro híbrido que promete ser o mais económico do mundo, com a incrível marca de fazer 111,11 km/l em circuito misto. O seu nome é XL1. O protótipo foi mostrado com o nome de L1 no Salão do Automóvel de São Paulo, em Outubro. Agora ele está sendo mostrado no salão de Qatar.
O XL1 é o terceiro estágio do projecto da Volkswagen denominado 1-litro, ou seja, carro capaz de rodar 100 quilómetros com um litro de combustível.
O Volkswagen XL1 atinge um nível de emissão de CO2 de 24g/km, graças à combinação de uma estrutura extremamente leve, arrasto aerodinâmico muito baixo (Cd = 0,186) e um sistema híbrido plug-in que consiste de um motor diesel TDI com dois cilindros (35 kW/48 cv), um motor eléctrico (20 kW/27 cv), transmissão de sete marchas com dupla embraiagem e baterias íon-lítio.
O protótipo XL1 pode percorrer até 35 quilómetros usando apenas electricidade. A bateria pode ser carregada a partir de uma tomada convencional. O carro tem também o sistema de regeneração, que recupera energia durante as desacelerações e armazena na bateria, para ser reutilizada. Nesse caso, o motor eléctrico actua como um gerador.
As portas do protótipo da Volkswagen têm abertura vertical, tipo asas, e para rodar a uma velocidade constante de 100 km/h ele precisa de apenas 6,2 kW/84cv. Para se comparar, o Golf 1.6 precisa de 13,2 kW/17,9 cv.
Sua velocidade máxima é de 160 km/h (limitada electronicamente). Ele pesa 795 kg, e quando é necessário usar toda a força, o motor eléctrico, que pode fornecer 100 Nm de torque já ao arrancar, trabalha como reforço, ajudando o motor diesel TDI, que tem torque de 120 Nm. Juntos, os motores TDI e eléctrico podem alcançar um torque máximo de 140 Nm. O sistema eléctrico da carroçaria do XL1 funciona com 12 volts, corrente obtida a partir de um conversor DC/DC.
O XL1 é o terceiro estágio do projecto da Volkswagen denominado 1-litro, ou seja, carro capaz de rodar 100 quilómetros com um litro de combustível.Escrito por Jornal Noticias Segunda, 07 Fevereiro 2011 07:54

Os Estados Unidos da América (EUA) são o país rico com mais casos de excesso de peso entre a população. No lado oposto está o Japão. Os investigadores - Majid Ezzati, do Imperial College de Londres, e Salim Yusuf e Sonia Anand, do Instituto de Pesquisa da População de Hamilton, no Canadá - estudaram o excesso de peso em todo o mundo entre 1980 e 2008 em pessoas com mais de 20 anos.
Considera-se que uma pessoa tem excesso de peso quando o Índice de Massa Corporal (IMC, a relação entre o peso e a altura) é superior a 25. Num obeso, esta taxa é de pelo menos 30 e se for superior a 35 já se trata de um caso de "obesidade severa".
Em 28 anos, o IMC aumentou tanto nos homens como nas mulheres. No mundo inteiro, 1,46 mil milhões de adultos têm excesso de peso e a prevalência da obesidade quase duplicou, atingindo 205 milhões de homens e 297 milhões de mulheres, ou seja, 9,8%2525 dos homens e 13,8%2525 das mulheres. Os autores do estudo destacam que o excesso de peso e a obesidade, a hipertensão e o alto nível de colesterol já não são só problemas de países ricos e alastraram a outros países mais pobres. Foi em Nauru, uma ilha com 14 mil habitantes que fica no Pacífico Sul, que os investigadores registaram, em 2008, o maior IMC: 33,9 entre os homens e os 35 entre as mulheres. Já em 1980 era nesta ilha que se verificavam os maiores níveis de obesidade (28,1 nos homens e 28,3 nas mulheres).
A obesidade é, segundo o estudo, norma em diversas ilhas e arquipélagos da Oceânia, como as ilhas Cook, Tonga, Samoa ou Polinésia Francesa. Já nos países ricos, os EUA, com um forte aumento desde 1980, têm o maior IMC (mais de 28), seguindo-se a Nova Zelândia. O Japão tem o IMC mais baixo (22 para as mulheres e 24 para os homens). Caso único na Europa Ocidental e raro no mundo, o IMC baixou entre as mulheres italianas nestes 28 anos e também aumentou muito pouco na Bélgica, na Finlândia e em França. Os investigadores lembram no estudo publicado que o excesso de peso é um factor de risco importante em doenças cardiovasculares, a diabetes e o cancro, estando na origem de cerca de três milhões de mortes todos os anos.Pág. 1 de 7