Tratamento do HIV/SIDA em 2011



Escrito por Jornal Noticias
Quinta, 11 Novembro 2010 06:56

O acesso aos anti-retrovirais para os pacientes que vivem com o HIV/SIDA no país e na região vai crescer a partir do próximo ano com a entrada em funcionamento de uma unidade de produção de medicamentos, materializada no quadro da cooperação entre Moçambique e o Brasil.
A unidade fabril foi ontem visitada pelo Presidente do Brasil, Lula da Silva, naquilo que constituiu o seu último acto público no país, antes de deixar a presidência brasileira no próximo mês. Lula regozijou-se pelos progressos alcançados na materialização do projecto, um dos mais expressivos na cooperação bilateral.
A Sociedade Moçambicana de Medicamentos, como será chamada a empreitada é a primeira empresa pública deste sector em África e tem como principal missão a produção de anti-retrovirais e outros medicamentos.
Dados sobre o assunto dão conta que, entre outros resultados espera-se a produção anual de 226 milhões de unidades farmacêuticas por ano para pacientes com HIV/SIDA, além de 145 milhões de unidades de outros medicamentos, tais como ácido fólico, diclofenaco de potássio, captoril e metronidazol.
Na actualidade 80 porcento dos recursos financeiros para a aquisição de medicamentos em Moçambique vêm de países doadores. Com a implementação deste projecto, o país inicia a aquisição do conhecimento tecnológico na produção pública de medicamentos em consonância com os padrões internacionais.
A entrada em funcionamento desta unidade significará a redução da dependência e ampliação da autonomia neste sector com a possibilidade de converter os actuais doadores em parceiros desta nova iniciativa, segundo disseram os ministros da Saúde de Moçambique, Alexandre Manguele e do Brasil, José Temporão.
Para viabilizar a entrada em funcionamento da fábrica foi assinado ainda ontem, um acordo entre o Instituto de Gestão de Participações do Estado (IGEPE) e a Vale Moçambique, através do qual, esta última empresa concede 4.5 milhões de dólares para a adequação das instalações do processamento de medicamentos. Trata-se de uma infra-estrutura situada na Matola com um total de 20000 metros quadrados dos quais 3000 são de área construída.
Cerca de 374 mil adultos e 72 mil crianças estão no estágio avançado da doença e necessitam de tratamento anti-retroviral, mas apenas 42 e 19 porcento tem acesso.
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