Combate ao HIV/SIDA: Grupo Livingstone apoia mais ensaios do IMUNITI



Escrito por jornal noticias
Quarta, 23 Março 2011 08:02

A 2ª Reunião do Grupo de Livingstone dos antigos Chefes de Estado e Governo Africanos e Instituições Africanas sobre o HIV/SIDA deram o aval para mais ensaios clínicos, com um número mais alargado de doentes, para comprovar a eficácia do IMUNITI no tratamento da doença que afecta maioritariamente o continente.
O sentimento consensual marcou o termo da 2ª Reunião do Grupo de Livingstone que, durante dois dias, juntou em Maputo ex-estadistas e encarregados de instituições de advocacia de África para discutir os progressos científicos até aqui registados nos esforços de luta contra o HIV/SIDA.
Joaquim Chissano, ex-presidente moçambicano, disse, no final do encontro em que foi também adoptada a Declaração de Maputo do Grupo Livingstone, que a fase subsequente será de ensaios clínicos na região austral de África sem, contudo, negligenciar os outros países do continente. Refira-se que a região da Africa Austral e’ a mais afectada pela doença no continente.
A prioridade, segundo Chissano, será dada aos países da África Austral até porque os ensaios feitos do IMUNITI geraram resultados muito encorajadores.
“Nos ensaios feitos em cinco doentes, aquilo que se chamaria marcadores do vírus introduzidos em dois deles simplesmente desapareceram. Significa que o marcador não encontrou os reservatórios onde o vírus se esconde quando se faz o tratamento com os antiretrovirais”, explicou Chissano.
Todavia, os resultados ainda não são cientificamente suficientes para se levar a uma conclusão, apesar de ser um alento moral e encorajamento para continuar-se a investigar numa área mais alargada e com maior universo de doentes.
No final desta fase estar-se-á em condições de questionar as verdadeiras razões que levam ao desaparecimento do marcador do vírus em pessoas infectadas e, segundo Chissano, que é também o presidente em exercício do grupo, os ensaios deverão prosseguir por um período de um ano.
Luc Montagnier, virologista e médio francês, que foi um dos oradores na 2ª reunião, manifestou um grande optimismo em relação ao emprego do IMUNITI, aliás a combinação deste pacote nutricional ao tratamento antiretroviral mostrou uma redução substancial do DNA do vírus.
A reunião de Maputo, contou com a presença do presidente cessante, Kenneth Kaunda, o ex-presidente da Tanzânia, Benjamin Nkapa, entre outros antigos estadistas africanos.
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