Cientistas preocupados com tráfego rodoviário



Escrito por jornal noticias
Terça, 15 Fevereiro 2011 08:43

Em Moçambique, a problemática dos transpores está a começar a ter reflexos negativos na vida e economia urbanas. Com efeito, a falta de serviços eficientes de transporte público nas cidades força as pessoas a optar pela aquisição de carros pessoais, resultando daí o crecscimento rápido do número de viaturas, por um lado, e, por outro, o número e o estado das estradas urbanas não estão a crescer na proporção adequada para faciliar o escoamento do tráfego, reultando daí o congestionamento de tráfego, poluição do ar e sonora pelos veículos, e o aumento de número de acidentes de viação.
Estes factores causam redução no desempenho da economia, porque contribuem para a diminuição das horas de trabalho e de capacidade e disposição para trabalhar.
Enfrentar e vencer estes desafios é fundamental para a facilitar e acelerar o desenvolvimento sustentável, segundo explicou ao “Notícias” o investigador Julião Cumbane, docente da Universidade Eduardo Mondlane, e coodenador de um seminário internacional sobre “Ciência e Tecnologias de Transportes e Meio Ambiente” a decorrer no próximo dia 23 do mes corrente, em Maputo.
“Nas zonas urbanas da África Sub-Sahariana (ASS), o número de veículos automóveis tem estado a aumentar rapidamente, dando origem à problemática de congestionamento de tráfego, poluição do ar e poluição sonora. Os acidentes de viação são um outro mal associado com o aumento do número de veículos automóveis nas cidades, causando mortes, feridos e danos materiais avultados. Serviços de transporte público inadequados e limitado espaço para a circulacão de automobolistas e peões nas rodovias de cidades estão a contribuir para a degradação ancetuada da qualidade de vida das pessoas mais vulneráveis vivendo nestas zonas. Em termos de tecnologias e políticas de transportes, a região da ASS está consideravelmente atrazada em relação ao resto do mundo”, explicou Cumbane.
Para promover e facilitar uma abordagem adequada dos desafios do sector dos Transportes na ASS, seis instituções académicas desta região, e uma instituição congénere europeia, juntaram-se para formar um consórcio denominado “Transport and Environment Science and Tecnology (TEST) Network”. Traduzida para a língua portuguesa, a denominação do consório fica “Rede de Ciência e Tecnologia de Transportes e Meio Ambiente”. As instituições congregadas neste consório são as seguintes:Universidade de York (UY), da Grã Britânia; Universidade Eduardo Mondlane (UEM), de Moçambique; Universidade do Cabo (UCT), da África do Sul; Unverisdiade Ardhi (ARU), da Tanzania; Universidade de Makerere (MU), de Uganda; Unversidade da Zâmbia (UNZ), da Zâmbia e Universidade do Zimbabwe (UZ), do Zimbawe.
TEST é um projecto concebido e desenhado para fortalecer a capacidade científica e tecnológica dos países da ASS na abordagem dos desafios no sector de Transportes, visando promover e facilitar a formulacão e implementação de políticas de transportes que contribuam para a redução da pobreza. Para realizar este objectivo, TEST recolhe e compila dados sobre a situação de transportes nos seguintes domínios do sector: segurança rodoviária; estado das rodovias; estátisticas de acidentes de viação; gestão do tráfego rodoviário; congestionamento de tráfego e poluição do ar e sonora por veículos atomóveis.
Os dados recolhidos são sujeitos à revisão de pares e partilhados entre os participantes via publicação num portal da Internet criado para o efeito.
A análise destes dados vai faciltar a identificação de necessidades e lacunas no conhecimento sobre a problemática dos transportes nos países envolvidos. Por sua vez, este levantamento vai servir de base para a planificação de actividades de investigação com vista à produção do conhecimento e informação em falta.
Os conhecimentos e informações assim obtidos serão comunicados às entidades governamentais competentes, para que estes possam formular políticas de transportes mais apropriadas para cada realidade concreta, que permitam a reduzir a pobreza e a promover o desenvolvimento sustentável.
O projecto TEST é orçado em EUR 700.000,00 para três anos (2010 – 2012) e é financiado em 85 porcento pela União Europeia (UE), no âmbito do Programa de Cooperação em Ciência e Tecnologia da UE com o grupo de países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP). Os parceiros têm que mobilizar os restantes 15 porcento a partir de fontes internas ou outras.
A Universidade de York (UY), parceiro europeu no projecto TEST, funciona como faciltador do acesso à fontes de finaciamento e, também, do acesso aos conhecimentos e experiências adquiridos por países da UE na abordagem da problemática dos transportes.
A coordenação internacional do projecto TEST é garantida pela UY, através do Instituto Estocolomo do Meio Ambiente (Stockholm Enviroment Institute, SEI).
Em Moçambique, o projecto TEST é coordenado pela Secção de Física Ambiental do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
Comentar
- Os comentários publicados no “site” são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.
- Ao comentar declara que todos os conteúdos por si enviados não infringem direito de terceiros e assume ser o único e exclusivo responsável por eventual prejuízo causado a terceiros.
- O conteúdos dos comentários não exprimem de forma alguma a opinião do Zambézia Online e muito menos a manutenção de tais conteúdos no “site” poderá ser considerada como uma concordância do Zambézia Online com relação a tais conteúdos.