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Novas sementes de arroz revolucionam produção

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Novas variedades de sementes de arroz desenvolvidas no nosso país irão aumentar significativamente os níveis de produção deste cereal dentro de três anos, período em que um “stock” suficiente de semente pura destinada à produção industrial e de pequena escala em moldes considerados de maior competitividade estará disponível para os camponeses.

Segundo o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), para executar o plano, o IIAM planeou 100 hectares de multiplicação de semente básica. Na primeira fase foram escolhidas as variedades de sementes de arroz conhecidas por “limpopo, IR64 e ITA312”.

Na fase seguinte, este ano, serão utilizadas novas variedades cuja libertação será feita até Dezembro. Trata-se de sementes mais viáveis no contexto da produção nacional de arroz, cifrada em cerca de 350 mil toneladas, correspondentes a mais de metade das necessidades nacionais.

A multiplicação foi planeada para Matutuíne (Maputo), Chókwè (Gaza), Nicoadala (Zambézia), Angoche (Nampula) e Mapupulo (Cabo Delgado).

Segundo fonte do IIAM, o plano tem efeito exponencial, de tal sorte que caso se concretize não há dúvida de que “dentro de três anos o ‘stock’ de sementes de boa qualidade de arroz será reposto, visto que a semente é realmente de qualidade”.

A parte da investigação, purificação e produção de semente pré-básica conta com o apoio do Instituto Internacional de Investigação de Arroz (IRRI, na sigla inglesa). Sem revelar os valores envolvidos, o nosso interlocutor destacou a importância da extensão na cadeia de produção do arroz. É por esta razão que Maputo acolheu a primeira formação que liga os extensionistas às fábricas de processamento do arroz.

“Nós tomámos como ponto de entrada as fábricas, porque entendemos que a indústria de processamento de arroz conhece o mercado de consumo onde coloca o seu produto. Assim sendo, a fábrica está habilitada a dizer aos investigadores que tipo de sementes devem ser utilizadas em função das necessidades do mercado. Por outro lado, a indústria está em melhor posição de convencer os camponeses a apostar num determinado tipo de semente de arroz”, disse.

Presentemente Moçambique debate-se com a falta de fábricas de produção do arroz. A funcionar em pleno consta a Inácio de Sousa, na zona de Palmeiras, província do Maputo, e Moçambique Indústrias Alimentares, em Chókwè, província de Gaza.

Todavia, há mais de uma dezena de fábricas de micro dimensão espalhadas em todas as províncias.

A falta de extensionistas especializados é outro problema. Dos cálculos feitos por Zandamela tendo em conta as áreas de produção nacional do arroz seriam necessários 30 extensionistas.

A formação envolveu 29 extensionistas provenientes das principais zonas de produção do arroz, nomeadamente os distritos de Matutuíne (Maputo), Bilene, Xai-Xai, Chókwè e Manjacaze (Gaza), Morrumbene e Panda (Inhambane), Zonas Verdes, Dondo e Marromeu (Sofala), Mopeia, Nicoadala, Namacura e Maganja da Costa (Zambézia), Macomia e Muidumbe (Cabo Delgado) e, por fim, Mecanhelas e Mandimba (Niassa).

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