Actualizado em Sexta, 28 Janeiro 2011 06:55 Escrito por Jornal Noticias Sexta, 28 Janeiro 2011 06:42

Na maior parte dos países africanos, metade da população pode ser considerada obesa, segundo Jacky Ganry, do Centro de Cooperação Internacional em Investigação Agronómica para o Desenvolvimento (CIRAD).
"Em África, o consumo médio de frutas e legumes por pessoa é bem inferior à dose recomendada" pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece em 400 gramas por dia, afirmou o investigador, durante um colóquio internacional sobre a horticultura nas cidades organizado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
Esse consumo insuficiente de frutas e legumes se inscreve num contexto de urbanização galopante, da miscelânea de modos de vida e o aumento dos preços dos produtos alimentares.
Essa situação, segundo o especialista, contribui para o desenvolvimento de doenças não transmissíveis, tais como o câncer, a hipertensão, o diabete e as doenças cardiovasculares.
Na Etiópia, onde a taxa de obesidade é a mais baixa do continente, quase um terço de mortes em 2005 é atribuída a essas doenças não transmissíveis. Em Dakar, os casos de diabete oficialmente registados em cada ano, foram multiplicados por dez em 30 anos.
A subalimentação e a obesidade é uma "questão séria" para a África, estimou Chris Ojiewo, que trabalha num centro internacional de investigação sobre os legumes na Tanzania.
O investigador solicita para uma melhor valorização dos legumes africanos facilmente cultiváveis e que são particularmente ricos em vitaminas e micro-nutrientes.
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