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Prevalência de tuberculose mantém-se com taxas altas

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A TUBERCULOSE é ainda assunto para preocupar os moçambicanos. E não é sem razão. O país continua a registar uma taxa de prevalência alta, com as estatísticas a apontarem para 504 casos por 100 mil habitantes. E a taxa de mortalidade é de 127 casos por 100 mil cidadãos, colocando o país no 19º lugar numa lista de 22 países com alto peso desta enfermidade na região austral de África. Estes dados foram avançados ontem, em Maputo, pelo Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, no acto inaugural do Laboratório Nacional de Referência da Tuberculose, no Hospital Central do Maputo (HCM).

Alexandre Manguele disse que nos últimos dois séculos, mais de um bilião de pessoas perderam a vida devido à tuberculose.

Segundo o ministro, citando dados de 2007/2008, em Moçambique pelo menos 3.5 porcento de casos novos de tuberculose são causados por bacilos multi-droga resistentes.

Disse que a estes dados estatísticos, já por si alarmantes, se junta o facto de a epidemia da tuberculose estar hoje associada com a epidemia de HIV, um dos maiores desafios de saúde pública, ao nível da África Austral.

Para o governante, o combate à tuberculose só pode ser logrado através de programas e iniciativas multidisciplinares que assentem em sistemas de saúde robustos e comunidades emancipadas.

Neste contexto, sustenta ele, o diagnóstico laboratorial da tuberculose assume um papel crítico pois deste depende o início do tratamento e a sua monitorização.

Moçambique possui uma rede de mais de 400 laboratórios e pontos de testagem que executam o diagnóstico laboratorial da tuberculose, cujo funcionamento em pleno depende também da existência de um laboratório nacional de referência.

O laboratório recém-inaugurado vai efectuar diagnóstico especializado e de referência para micobactérias; educação contínua de técnicos de laboratório; controlo externo de qualidade do diagnóstico microscópico; avaliação de novas tecnologias; vigilância de estirpes multi-droga resistentes e investigação científica.

Segundo explicou Alexandre Manguele, a operacionalização deste laboratório constitui mais um passo determinante para que as políticas de saúde do país sejam cada vez mais baseadas em evidência gerada a nível nacional.

A reabilitação do laboratório avaliado em um milhão e quinhentos dólares norte-americanos, foi possível através da cooperação existente entre os Governos de Moçambique e dos Estados Unidos da América.

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