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ONU pede revolução nas energias limpas

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“Precisamos de uma revolução global no domínio das energias ‘limpas’, uma revolução que torne a energia acessível e a preço acessível para todos”, disse Ban aos participantes na cimeira, entre os quais o Primeiro-Ministro português, José Sócrates.

Ban Ki-moon salientou que essa revolução “é essencial para minimizar os riscos climáticos, para reduzir a pobreza, para melhorar a saúde a nível mundial, para dar mais poder às mulheres e realizar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”.

“Vocês podem liderar esta revolução e já o fazem de diversas maneiras”, frisou o secretário-geral da ONU perante os cerca de três mil delegados que assistiram à abertura da cimeira na capital dos Emirados Árabes Unidos.

Ban Ki-moon sublinhou que dentro de 20 anos, o consumo de energia aumentará 40 porcento no mundo, nomeadamente nos países em vias de desenvolvimento, onde “1,6 mil milhões de pessoas não têm acesso à electricidade”.

A cimeira mundial de Energia decorre até quinta-feira, em Abu Dhabi, cidade escolhida em 2009 para acolher o Instituto Internacional para as Energias Renováveis (Irena).

Na cerimónia de abertura, José Sócrates afirmou que se há algo que Portugal pode ensinar ao mundo é que é possível alterar o cenário energético por completo em seis anos.

"Se há alguma coisa que podemos aprender com a experiência portuguesa é que é possível obter resultados em pouco tempo. Em seis anos, mudámos o cenário da energia", disse o primeiro-ministro.

Repetindo que "Portugal é um líder mundial nesta área graças a reformas e investimentos nos últimos seis anos", Sócrates salientou que "Portugal atingiu o nível mais baixo de emissões de CO2 (dióxido de carbono) 'per capita' da União Europeia", tem "52 porcento de energia renovável na sua geração de electricidade" e é o "segundo país da Europa em energia eólica em percentagem do 'mix' energético".

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